terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

As palavras me causam dependência

por Marcelo Moraes

palavras2  

A minha comunicação é através das palavras, ora escritas, ora faladas, ora cantadas, ora caladas... Preciso dizer, preciso me expressar, preciso mesmo é dar aquele recado, ou passar aquela informação que é tão importante para todos, ou que eu, ao menos,  julgo ser…

A minha comunicação se expressa para todos, ao mesmo tempo em que ela se expressa para mim. Me traz angústia, medo, insegurança, preguiça, força, desejo, esperança, alegria, segurança, prazer! Faço dela o meu cantar, o meu ouvir, o meu dormir, o meu calar. Me comunico assim, querendo ou não, desabafar...

“Toda emoção tem o seu som, o som do meu coração vem da água do mar…”*

A minha comunicação não se cala, ela fala baixinho, se não no meu ouvido, lá dentro do meu coração, vez ou outra, dolorido. Com ela é possível de se trazer o meu abraço, o meu carinho, o meu ombro amigo. Mas lá dentro eu disse, bem lá onde ninguém vê, inclusive eu!

A minha comunicação não tem forma física, mas ocupa todo este espaço físico: o que julgo meu, o que julgo seu, o que julgo nosso! Não tem tamanho nem modelo definido, não tem temperatura exata nem frequência sonora, mas está aí para todo mundo “ver, ouvir, olhar ou sentir”.

Palavras1A minha comunicação é assim: por mais indefinida que seja, dependerá sempre delas, tão sofridas e injustiçadas, mas insubstituíveis para todos nós: as palavras... Graças a elas, a minha comunicação, mesmo um pouco falha ou talvez sem conteúdo, chegou até aqui, chegou até você! As palavras me respiram, as palavras me sugam, as palavras me causam dependência... Ar, sono, fome, sede, frio, calor, banho, roupa, dinheiro, compras, coisas, sexo, livro, suco, pão, comida, saudade, amigos, filmes, música, remédios, cama, travesseiro, xícara, café, café, café, café, café, café, café, café.... É, as palavras também mostram a minha “dependência”...

“Minha palavra sente o frio… Cada gota, um arrepio…”*

Por aqui dependo da tua leitura, do teu olhar crítico, dos teus comentários, das tuas sugestões. Você, talvez, dependerá da minha ideia contrária ou do contrário, me trará novas ideias também, ou terá as tuas próprias, nos levando a um ponto comum: o de que a comunicação não depende apenas de mim, nem de ti, mas de nós! Ou melhor, das nossas PA-LAVRAS! E eu admito: As palavras me causam dependência, sim!

 
As palavras também podem ser ouvidas ou cantadas (ou vice-versa):
Blog da Carla Visi      
                                                            MINHA PALAVRA: CARLA VISI*
 
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9 comentários:

  1. É verdade,para o bem e para o mal,o poder das palavras é inequívoco.São a nossa própria essência,tão interligados estamos.
    Um abraço,Marcelo.

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  2. Mais um belo post.
    Tenho exatamente esta sensação de dependência com algumas palavras...principalmente: CAFÉ! rsrsrsrs
    Bjsssssssssss

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  3. Faço minhas as suas palavras!!!! Adorei!!!
    Somos então colegas comunicadores, a palavra é nossa matéria-prima e o nosso poder.
    Comunicar para transformar!
    Bom carnaval pra ti

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  4. Não gosto quando elas são apenas "palavras"... As vezes se ficam caladas, sem som ou visão (quando escritas) falam muito mais sem correr o risco da prolixidade. Abraço grande Marcelo!

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  5. Post inspiradérrimo! Parabéns.
    Palavras, nuances distintas de cada alma. Ameeei :)

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  6. Seu blog continua ótimo! Você era seguidor do meu blog Filosofia e Vida, agora ele está em outra plataforma (worldSpress), totalmente reformulado. Convifo você a seguí-lo neste novo endereço: http://blogfilosofiaevida.com/
    Um abraço!

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  7. @james
    Obrigado! Abraço.

    @Kellen
    Café, além de ser uma palavra simples, tem um sabor e um aroma inconfundíveis, né? rss

    @marcelo
    Obrigado! Com certeza, as palavras escritas também transformam muita coisa, já que nem todos podem se comunicar pelas faladas.

    @Robson
    Grande Robson, de volta à área!! Palavras sozinhas ou palavras soltas não nos ajudam em nada. Por isso juntei várias delas pra escrever este post. Acho que consegui dizer alguma coisa, né? kkkkkk

    @Elaine
    "Brigadú"!!!

    @Francisco
    Obrigado, Francisco. Já estou acompanhando-o no novo endereço! Abraço.

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  8. Olá

    me identifiquei bastante com seu texto, sinto assim também quando escrevo, cheguei ate a fazer alguns versos, no meu post (http://escritosideologicos.blogspot.com/2009/02/palavras-que-provocam.html) escrever pra mim também é uma espécie de "blogoterapia"

    gostei muito dos conteudos dos posts e principalmente do tamanho da letra, o layout isso facilita bastante nossa leitura.parabéns!!

    Um abraço.

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  9. Marcelo, ótimo post! Pus-me a indagar: será que todo blogueiro é dependente? Provavelmente não, pois, há pouco lia seu post apontando mais plágio...que coisa feia! Como pode alguém "roubar" as palavras que são nossas, que foram lapidadas com nosso suor? Aff! E o dito lá plagiava não só um e sim três? Ou sabe-se quem mais?
    Gostei demais e de alguma forma a gente consegue se comunicar, porém, noto que precisamos estar sintonizados uns com os outros, caso contrário, palavras ao léu... e que falta faz comentários em alguns posts, não acha? Eu sinto e muita! Gosto do feedback do leitor, contudo, nem todos querem dá-lo ou nem sempre há tempo para tal.
    Bjins e até! Sempre que puder continuaremos nos comunicando com muitas e boas palavras!:D

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