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segunda-feira, 19 de março de 2012

Manias do brasileiro (que irritam)…

por Marcelo Moraes

…No transporte público

irritado

Você passa boa parte da vida aprendendo coisas. Algumas você utiliza para o resto da vida, enquanto que outras de vez em quando. Um ensinamento teórico, outro prático, alguns são sutis comentários, outros, exercícios diários em forma de atitudes. Mas e aqueles que você nem se liga que são para usá-los sempre, como lidar?

Eu achava que ser paciente era uma grande virtude, mas parece que até a voz da paciência já não se vê como um ser tão focado em sua função. Ela passou por um processo mutagêntico (mutação ocasionada por “gente”, inventado por minha conta e risco), cuja transformação faz da paciência um desafio constante (em alcançá-la) para nós, ao invés de ocorrer o contrário (o que seria normal em tempos passados), de mantê-la fortalecida à medida que os obstáculos viessem-nos aparecendo.

E o mais engraçado (no sentido bem irônico da coisa), é que não há idade para tal poder mutagêntico acontecer, pois estamos todos conectados no mundo do “tô nem aí”, “to cagando e andando” ou “iPhoda-se o resto”, que a educação formal dos mais velhos já caiu em desuso há um bom tempo e por eles próprios! Repito: por eles próprios!

Quando passei a ter mais uso do metrô, comecei a observar o quanto as muitas pessoas têm o poder de me irritar. Ai senhor, que vontade de gritar! Elas me irritam!! A cena é constante, principalmente nos estabelecimentos comerciais ou no transporte público.

A nossa frota de metrô ainda é insuficiente para atender a demanda da população. Ok. Em São Paulo, principalmente. Ok. Então, o que fazer para amenizar isso? Achar uma solução, claro, ou como dizem os médicos “esta doença não tem cura, mas tem tratamento para mantê-la sob controle”. E o metrô usa da comunicação, da informação, da campanha para CONSCIENTIZAR os usuários de que eles precisam colaborar com as suas atitudes durante o seu transporte pelas estações. E eu tiro o chapéu para o Metrô, pois as campanhas são de cunho geral, atendendo a todas as classes sociais que dele utilizam. Uma linguagem visual e textual simples, direta e necessária. Precisaria de mais?


Praticar a gentileza é pedir muito!

A mensagem é bem clara, mas na mente das pessoas ela fica escura. Bem escura. Você aguarda o trem parar e a porta abir, mas ao aguardar as pessoas saírem, algumas que me cercam já ensaiam os passos para frente, enquanto um tiozinho me empurra e “se joga” para dentro dele juntamente com as pessoas saindo. Nessas horas começo a pensar por que existe o inferno (porque, ou as pessoas chegam lá por mérito próprio, ou são desejadas a serem enviadas para lá). Há tempo suficiente para os de dentro saírem e os de fora entrarem. Mas, caso não dê para entrar, cerca de três minutos depois, chega outro. Assim, não há mortos, feridos e nem mais uma pessoa irritada neste mundo! Simples assim. Ou simples não? :D


Num corredor ou num ringue?


metro_sp_julho2010

A mensagem que ouvimos durante a viagem é categórica: “não fique próximo às portas, utilize o corredor e cuide de suas bolsas e mochilas para não atrapalhar o fluxo das pessoas.” E sempre há um cidadão e uma cidadã que deixa a mochila nas costas para ajudar a atrapalhar a passagem das pessoas. E não se tocam, ou fingem que não se tocam, porque elas usam fones de ouvidos nos mesmos. O que também ocorre no ônibus: aí você empurra, empurra, um toca no outro e parece que você é um zé brigão, pq foi empurrado por uma inanimada mochila que estava atrás de você, e atrás do seu dono! Legal, né? #não


Mas...
 

Para que sair primeiro se você pode ENTRAR primeiro?

trem

Voltando à cena anterior... Nem preciso desenhar: as pessoas se jogam para dentro antes das outras (de dentro), saírem. Por mais que eu veja isso todos os dias e deixe o lado reservado livre para os de dentro saírem, não me acostumo com tal deselegância (para ser singelo na palavra), pois até os idosos, que acredita-se, tenham boa educação, são os que mais ignoram este aviso e partem pra briga, e além disso reclamam! A-VÁ!!! Depois jogam a culpa nos jovens que não têm educação. Será?? No ano passado, um senhor comprou briga com uma pessoa no ônibus para dar lugar a ele, porém ele criou o maior teatro no ônibus e quis porque quis que “aquela” pessoa “daquele” banco saísse de lá. Nem era banco reservado e muito menos ela estava sendo mal educada, ela estava tentando entender o que ocorria, assim como todos que estavam lá, pois o velho surtou e lascou um texto recheado de palavrões. Ele sentou, mas o restante do percurso (até eu sair, GRAÇAS A DEUS!), o homem não parou de reclamar! Precisamos criar escolas de REeducação para idosos URGENTE, porque as faculdades para a terceira idade só servem aos “bonzinhos”, e estes, nunca estão por perto nestas horas.

 

Forçando a “Amizade” e outras coisas mais…


- Existe coisa mais desagradável que estar num lugar e um cidadão ou cidadã chegar do teu lado e puxar conversa do nada como se você estivesse a todo ouvidos? Sim!! Existe! Quando ela chega e começa a reclamar daquilo que você já sabe! Ora, se não vem com a solução, não propague ainda mais o problema como se fosse um saldão de eletrônicos! Se não veio pra resolver, não venha atrapalhar! Só não me venha chamar de “amigo”, que aí eu não me responsabilizo! Coisa chata, né, Paciência?

cobrador- E ficar um tempão esperando o ônibus e quando ele chega, o cidadão que esperou o mesmo tempo que você empaca todo mundo que está entrando, porque ele decide abrir a carteira bem na hora de passar pela catraca. E ainda pergunta: “quanto é?”;

- Entrar às 6 h da manhã e mostrar uma nota de 20 reais ao cobrador como desculpa de que não tem trocado só para não pagar a passagem, pois sabe que a esta hora quase não há trocado no caixa do ônibus;

 

escada livre- Subir pela escada rolante e ficar parado bem do lado esquerdo, justamente porque é o lado que fica(ria) livre para quem não fica estático nela... Isso irrita também?

- Aqueles e aquelas que preferem carregar tudo na mão (porque devem achar “chique”) e ficam fazendo caras e bocas de sacrifício para se segurar no ônibus ou metrô, só para ver se você pega os seus pertences para ele/a fazer bom uso de seu momento passageiro em pé. Isso só não irritaria se eles estivessem com uma mochila. Questão de bom senso, e não de má vontade; E ainda ter que presenciar a cena deles ouvindo música via fone de ouvido com repercussão de alto-falante? Não, isso não irrita ninguém, de forma alguma...

E o que dizer dos assentos preferenciais?

Veja ou REveja o vídeo, mas antes, a descrição postada pelo “autor”:

briga no metrô
Briga de jovem e senhora pelo assento preferencial.

E dos problemas inesperados?



O motivo:

Protesto acaba em confronto no metrô em São Paulo

Manifestação contra o aumento da passagem

Dizem tanto que a educação é a base de tudo, que nos caminha para o bem, que nos direciona a seguir ao progresso, mas como é possível se chegar lá convivendo com pessoas que insistem em fazer o contrário? Que ignoram o que seria de direito seu, de ter a educação a seu favor? O desejo de destruição, de agressão, cenas que nunca saíram dos noticiários e de nenhuma classe social crescem como uma bola de neve, inversamente proporcional aos esforços praticados pela educação, aquela dos bons modos e costumes, que privilegia a atenção e a gentileza; a cooperação e a união... Talvez seja por isso que desejamos que os nossos sonhos nunca se acabem e lembremo-nos do quanto nos são importantes, pois enquanto sonhamos ainda esperamos ver e ter em nossas atitudes, exemplos a serem seguidos e não ignorados.

TelemarketingAgora, se algum atendente de telemarketing te ligar, não brigue com ele, nem desligue o telefone na cara, muito menos use termos de baixo calão, faça o seguinte: deixe-o falando até o final da sua narração e, após as perguntas clássicas, responda: “Não há interesse!”. Se perguntar o motivo: “Não há interesse!”. E se ele for insistente (porque é a sua função) acrescente um “porque” seguido de um “não há interesse!”. A reação será das mais diversas possíveis, mesmo ele sabendo – desde o início – “que esta conversa está sendo gravada para sua maior segurança”... Quer saber o porquê?

A vida é uma escola: se ela “ensina”, a gente aprende!

reclamaAção

terça-feira, 13 de julho de 2010

La Copa del Mundo no es nuestra! #copa2010

por Marcelo MoraesEspanha erguendo a Taça Foto: LG Scarllet

Mesmo para quem não é apreciador de futebol, terá que concorda pelo menos que a vitória da Espanha foi mais que merecida diante de alguns outros times, incluindo o Brasil. Este, por sua vez, já estava com o peito carregado e crente de que seria o melhor em tudo. E o comércio foi uma bandeira grande para extrapolar esta crença de que o “país do futebol” é imbatível. Se você não discute o assunto, o ouve, e ouve muito as pessoas bancando os técnicos ou o olhar clínico que os especialistas no campo aparentam não ter. E o que elas mais disseram foi: “se ganhar esta, aí ganha a Copa” “este jogo de hoje vai ser fácil, nem vai ter muita graça, o Brasil vai ganhar tranquilo (e arriscava o resultado)”.  E eis que as previsões dos brasileiros mais CRENTES não se confirmaram, ou melhor se confirmaram sim, mas no time adversário! E aí, aquele time nocauteado de piadinhas e comentários alfinetados chegou à final: Holanda!

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E vai rolar a festa…


Eu perdi a abertura da Copa, uma das atrações mais bonitas destes eventos, que assim como na Olimpíada, é um espetáculo a parte. Dança e música são elementos universais, indiscutível isso. Mas tive a oportunidade de ver o encerramento, o grand finale que, acredito, não moveu o país inteiro (aquele que dizem ser o do futebol), em assisti-la. Com a clareza e respeito com o telespectador, tive a tranquilidade de acompanhá-lo com a narração de Luciano do Valle e sua equipe pela BAND, e em nenhum momento fiquei entediado em ouvir as vuvuzelas ainda reinando no estádio.

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Terminado o espetáculo, a prova final: o jogo decisivo. Claro, pulei esta parte e retornei apenas nos momentos finais, os quais seriam inéditos para mim e para o mundo: a vitória de outro time cujo nome não é Brasil. E foi uma final bonita, com aquela sensação de que nem eles mesmos esperavam ou…Acreditavam (mas que queriam, queriam!). Então, o título de Melhor Time do Mundo chegou e o país que lindamente levantou a taça foi a Espanha.

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Minhas lágrimas caíram? Não, não fiz nenhum esforço para tamanha emoção, mas por ver os outros alí, alimentando um misto de alegria e descrença segurando aquela Taça como se fosse o reconhecimento de que “Tudo é possível”, me fez dizer: “Que bom que o Brasil não ganhou!”.

Há tantos momentos na vida da gente em que queremos alcançar um degrau que alguém que conhecemos ou admiramos já o alcançou, ou vice-versa, que pensei: “Foi merecido!”

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Para o alto, e avante!


Não sei a diferença entre um time brasileiro de um espanhol, mas sei que trabalho é trabalho, e quando se faz com aquele objetivo de “não desistir, jamais”, é nítido para nós o quanto a pessoa (ou o grupo) luta por ele. E assim notei nesta final, para ambos os times. Na derrota do Brasil, comentários e imagens mostravam um time “entregando as botas”, demonstrando que, já que perdeu mesmo, para quê mais esforço? E deixaram o desânimo aparente. Onde está o espírito de “desistir, jamais”, do time que canta “Sou brasileeeeiro, com muito orguuuuuulho…”?

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Resta saber se ainda dirão que para ser patriota tem que amar a camisa da seleção, pois o brasileiro mudou de comportamento da noite para o dia, fazendo da seleção e do Dunga (que está com seus tostões bem garantidos mesmo demitido da seleção), a maior desgraça deste ano, fazendo do assunto um caso tão dramático quando o da Eliza e seu Namorado/amante bandido e que é(ra), além de tudo, goleiro! E já tive que ouvir piadinhas do tipo: “Bruno mudou de profissão, agora é xadrez!” “Sabe o nome da namorada do Bruno? “Eliza dog chow, comida de cão”. Gostar de bandido ou de bandida é uma coisa, agora ser morto por quem acha que gosta de você é outra e bem diferente, a meu ver. É o tipo de situação onde a piada é uma tragédia. Mas, enfim, saiu da boca de brasileiro, não tenho dúvidas, do mesmo que torcia arduamente pela camisa da seleção, gritava e tocava vuvuzelas, trocava figurinhas da copa como criança e agora está aí, chorando a vitória cantada antes da hora, em forma de ataque gratuito camuflado de humor.

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Mesmo não sendo um torcedor (e mesmo se fosse), como brasileiro, ficaria mais satisfeito de ouvir pela TV  um “La Copa del mundo es nustra!” dos espanhóis ao invés de um “PORRAAAA, A copa do mundo é nossa, CARALHOOOOOOOOOOOOOOOOOO! XUUUUUUUUUPAAAAAAA!!!”, dos brasileiros. Sujaram um canil que ninguém pisou. Mas sujaram, e o time que sujou, não nega, é brasileiro.

 
O juiz apita: Fim de jogo!
@Celitu

Até Luis Fonsi comemorou esta final da forma que muitos artistas brasileiros gostariam de estar comemorando. Tudo bem, não gosto desta tietagem de futebol, mas neste blog, o momento é oportuno! rss

Luis Fonsi

Luis Fonsi camisa 21

Parabéns ao time espanhol, então, né? Ou não? rsss
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Alfarrábio 3

por: Marcelo Moraes

É POSSÍVEL AMAR SEM ESTAR AMANDO?
 
Espelho, reflexo, olho...amor também?Espelho, reflexo, olho...amor também? 

Paixão, calor, alma gêmea, sedução, amor platônico (tem mais, muito mais, eu sei!)… Um dizer diferente para referir-se a um mesmo sentimento, que é o amor. Porém, este sentimento sofre por constantes flutuações, pois às vezes julgamos gostar de alguém que não gosta da gente; ou que este alguém gosta na mesma intensidade; que você jamais terá a “atenção” daquela pessoa; que encontrou a pessoa certa (mas depois de muuuuitas tentativas, ou não!); que foi “paixão” à primeira vista, ou que deu tudo certo enquanto durou (como assim Bial???).O amor está no ar Ah, e tem o “FOI BOM enquanto durou!” (novamente, tem mais, muito mais)… Todo mundo encontra o seu caminho, que muitas vezes pode já começar tortuoso, não é? Ou não. E quantas frases, músicas, livros, filmes, peças teatrais, novelas, e programas já trataram (e ainda tratam) deste assunto? Não nos cansamos de tanto ler e apreciar estes materiais, e cada um de nós deve ter, pelo menos algum em especial (difícil quem não tenha). E tudo isso, sabe por quê? Porque o amor está no ar… Sempre! E se você se lamenta por não estar num bom momento, não esqueça que nem todo dia faz sol (e nem todo dia temos chuva): uma hora vem a frente fria, outra hora vem a frente quente…   O amor é uma “massa de ar”!

Falando do texto de hoje do meu alfarrábio, lembro-me de quando (e do quanto) ouvia as pessoas dizerem que é sim possível falarmos de amor sem estarmos realmente amando, ou que é possível falarmos com sentimentos sem mesmo sentirmos algo por alguém em especial. Sempre achei isso estranho, mas enfim…

 

E aí, o que aconteceu?

Aconteceu, que arrisquei-me em fazer esta tentativa também (pois “dizem” que muitos autores também fazem), e ainda porque eu estava sem o menor dos compromissos com as coisas do coração. A época data por volta dos meus 12, 14 anos, visto pelo material que utilizei para o registro (que está sem data). Vamos ver o resultado?

DO RASCUNHO:
 
O ESPELHO DO REFLEXO

Quando entro em desespero, olho-me pelo espelho
E vejo que tudo se reflete ao avesso...
Mas só há uma coisa que o espelho não inverte:
O reflexo do nosso amor


A cada entardecer
O meu amor por você só faz crescer

Posso estar rico, e você pobre
Posso ter fome, e você o alimento
Posso estar com frio, e você ter o calor
Mas nada me importa, pois tenho o teu amor...


Queres um conselho?

Nunca deixes de se olhar pelo espelho
Pois hoje descobri que és bela
E amanhã saberei que és eterna...

E a pergunta continua no ar…

SERÁ MESMO POSSÍVEL AMAR SEM ESTAR AMANDO? SERÁ POSSÍVEL ALGUÉM NÃO AMAR?



“ O amor é estação
É inverno, é verão
É como o raio de sol…
Que aquece e tira o medo
De enfrentar os riscos, se entregar…”




*Sei não, mas acho que naquela idade eu já sabia de alguma coisa…Pelo menos é o que parece, né? :P

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