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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fotoblog: Luiza Possi e o seu “Seguir Cantando”

por Marcelo Moraes

“Sei que estou diferente…
Sei que estou descobrindo”

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Luiza Possi no Citibank Hall, São Paulo (3/9/2011)
 

Luiza Possi é filha de Zizi Possi. Seguiu a carreira que a mãe abraça há anos: a música. Ela é loira, nova, bonita e simpática. Conquistou o seu público. Canta desde os 13 anos, já lançou cinco álbuns e lança mais um, incluindo o kit básico CD/DVD ao vivo, com o Show “Seguir Cantando”. Ela canta, mostra o seu trabalho, gosta de estar ali, frente ao público, de posse de um microfone, alguns instrumentos para tocar e de sua banda. Não imita ninguém, tampouco faz lembrar de alguém. Gosta também do jogo de cintura, ou melhor, de mexer a cintura. Seu show mescla o romântico leve ao de tudo um pouco do rebolado. Interage com o público, porém pouco fala de seu trabalho entre uma canção ou outra (na verdade, quase não fala). Não abraça um projeto que lança. Não surpreende, ou... não ME surpreende. Ela canta “certinho”, preocupa-se em não perder o tom grave em algumas canções, constantemente sinalizada pela mão aberta que sobe e desce como quem ensaia para um reality show. É a primeira impressão? Sim, para um artista, a primeira impressão ao público é muito importante para saber o que virá depois. Aí vem a pergunta:

Será que eu a assistirei depois?

img_171074_luiza-possi-luciana-mello-e-pedro-marianoDizem que “filho de peixe, peixinho é!”. Digo que concordo com isso, porém, a minha primeira impressão diz que há outros filhos de peixes na nossa música que passam à frente de Luiza. São peixes, filhos de sertanejos, sambistas e “populares”, e suas gerações enquadram-se à de Luiza também. Mas e aí, Luiza Possi não canta bem?


Bem, não foi o que eu disse, apenas quis dizer que...


Em se tratando de música, temos que respeitar os diversos estilos, porém não fechar as portas aos outros que estão ao nosso redor. E estas portas eu as mantenho sempre abertas. Conheci o trabalho de Luiza pela primeira vez ao vivo. Ando conhecendo os anteriores. Gosto dela, ou melhor, estou gostando do trabalho dela, acho que a sua voz se enquadra mais nas canções românticas. E por mais que hajam argumentos de terceiros para rebaterem os meus, saí do show com um trecho em minha mente de uma antiga canção:

“Nossos ídolos ainda são os mesmos, e as aparências não enganam não...”

E viva a música brasileira! Por ter esta riqueza de estilos, timbres, tons, aromas, sabores e seres humanos acreditando, cada um à sua forma, naquilo que faz! E Luiza é mais um destes seres humanos. Que ela continue abraçando este seu prazer de “Seguir Cantando”. E se você, assim como eu, é desprovido de preconceitos musicais, levante-se da cadeira e vamos dar uma salva de palmas para ela!

Sandy e Luiza Possi

“Vou achar o meu caminho
O que eu gosto de fazer
O que me deixa feliz
O que eu quero ser”

 
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Fotoblog: Camiseta da “Turma”

por Marcelo Moraes

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“Acho fabuloso ter uma recordação dos colegas, que passaram um tempo da nossa vida juntos, numa jornada escolar... Acredito que a arte de desenhar pessoas, seja caricatura ou retrato, remonta-se uma essência humana que vêm dos tempos dos homens das cavernas... desde aqueles tempos já havia alguém fazendo alguma caricatura nas paredes de suas casas, deixando assim uma marca para posterioridade.”(X-Kid)

Para quem é estudante, tanto no início quanto no final do ano, uma das coisas interessantes que sempre surge entre eles é a tal “Camiseta da Tuma”. Uma prática mais comum entre os alunos do ensino médio que se estende para a graduação como uma forma de identidade de um grupo. Uma identidade em construção, diga-se de passagem, afinal, alguém que está apenas começando um caminho de futuras obrigações, ter uma camiseta talvez não seja tão irrelevante assim para quem procura mesmo uma “identidade”. E assim surgiu a camiseta da “minha turma”, nos primórdios do meu colegial, que anos depois passou a se chamar Ensino Médio. E vamos à maratona de elaboração da camiseta: estudar em cursos técnicos acaba gerando mesmo uma certa “rivalidade” entre alunos, cada turma querendo mostrar-se “a mais alguma coisa...” que a outra, mas cada uma tinha suas particularidades, porém, a concorrência das camisetas era grande! Sabe aquelas cenas de filme onde o super-heroi narra a sua aventura para vencer o seu inimigo? Bem neste estilo que as turmas se comportavam, e aí chegou o momento da decisão: Como será a camiseta da “nossa turma”? Como desbancar o “inimigo”? #mimimi


Os bastidores do tempo não me fizeram lembrar, mas pela facilidade que os professores tinham com “contatos” para solucionar “problemas”, sugeriu-se de fazermos uma camiseta com caricaturas, que todos toparam imediatamente. Numa época onde ainda a tecnologia dos portáteis não sugava nossos bolsos, mãos e afins, fazer um trabalho manual para uma camiseta era um tanto inovador ainda, se comparado com o que já se via nas camisetas das outras turmas. Mas o desafio estava lançado e precisávamos mostrar que a criatividade era bem trabalhada no curso. Estúdio de fotografia preparado, os candidatos a modelos estáticos a postos, e a expectativa do que ia acontecer com aquilo tudo. Foi quando surge o X-Kid, um cartunista que alguns nem sabiam quem era, outros davam algumas referências não muito fáceis de identificação, porém eu o conhecia por seus trabalhos apresentados em alguns programas de TV (onde aprendi a fazer um pingüim com o número sete – mas não espalha, tá, faz tempo isso rss), e aí a sensação de que o trabalho seria bacana era muito legal. E começamos a empreitada: cada um querendo apontar uma característica do colega para que este fosse bem caricaturado na transparência que daria formato ao molde da camiseta. E os traços do X-Kid unidos aos risos e surpresas de todos nós, a habilidade em fazer um ser tornar-se um contorno era tão interessante quanto ter um celular com diversas funcionalidades.


O trabalho acabou, a camiseta foi confeccionada e ela perdura no tempo, e após quinze anos, o registro continua deixando suas marcas: uns se aproximaram, outros sumiram, uns seguiram suas metas profissionais, outros desviaram-se de tudo. Cada vez que olho para ela, é possível lembrar-me de muita coisa que vivemos nestes anos de colegial, e como não dotávamos de câmeras digitais nem a dependência da internet, foram estes traços que marcaram uma época. Traços corridos como aqueles ao som de Aquarela...


Mas uma coisa é certa: a nossa camiseta foi a mais comentada, a mais marcante, a mais interessante, e onde aprendemos que não basta sermos mais um neste mundo, temos que ser um “mais um” diferente, um “mais um” especial, um “mais um” que seja um(mais alguma coisa)... O sucesso está em ser diferente, ou em pensar de maneiras diferentes de não ser apenas mais um. E foi onde esta turma do colegial conseguiu construir a sua identidade enquanto turma.

Agora, só não pergunte daquelas camisetas de colégio que todos assinavam. Mas se quiseres saber, aí vai a resposta: viraram pano de chão, ok? #prontofalei

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fotoblog: Mania de Kid Abelha

por Marcelo Moraes

Eu tive um sonho: Kid Abelha

Falar de música, na minha leve concepção, não é tocar na mesma tecla. É um dos assuntos que se encaixa tão bem quanto pensar na pipoca durante um filme; ou de tomar café pensando num pão de queijo para acompanhar. Ele não se esgota, não é limitado, não é redundante. Porém, depende muito de quem o aborda, afinal, se não se tem uma leve noção do que se fala, cai nas armadilhas do senso comum (o que o marketing propaga, o povo engole como sua lei). Não sou do grupo que fala “sou fã de carteirinha” de alguém, tampouco o trate como um Deus de algum povo. Apenas um admirador em potencial. Conforme o artista o qual se admira, há vários aspectos para ele ser admirado. No meu caso, para o cantor,  a sua arte de cantar. Beleza ajuda, mas... (Vamos deixar isso para a Malhação da Globo, que já perdeu o foco do projeto há tempos, pensando apenas em lançar rostinhos comerciais para as futuras novelas da casa) Não perco o foco de admirar a sua arte, ponto, parágrafo, na outra linha…

Você já teve algum hábito que só se deu conta de que o fazia quando sentiu falta dele? Não que fosse um hábito adquirido conscientemente, como entrar com o pé direito em algum novo lugar, mas algo que, sem perceber, virou uma espécie de mania? Aconteceu isso comigo com um destes CDS estampados sobre o meu cobertor ZELO! :D Você tem vários CDS, vários arquivos MP3 no computador, portáteis e mídias de dados, mas quando está para fazer alguma tarefa em casa e precisa pôr uma música ambiente, você roda, roda e roda a estante de CDS e repara que sempre acaba pegando o mesmo CD para ouvir! E assim virou a minha mania de Kid Abelha. Estranho? Ridículo? Exótico? Neurose? Doideira? Besteira? Bobeira? Não sei, se houver uma resposta, “quererei” saber também, pois nem eu sei rss Ou será que sei?

A Hora do (meu) Pesadelo…

Soldado Hidler O acústico “Meio Desligado” foi um dos primeiros CDs que adquiri quando chegou o CD Player de número um em casa. Foi comprado sem muitas expectativas, mais por ter músicas “conhecidas” e por eu não ter, na época, um repertório tão variado de gêneros que tenho atualmente. Tenho simpatia pelo grupo. Mas o que mais me marcou neste CD não foi tanto decorar as falas e as músicas, o que é inevitável neste tipo de gravação, mas a música “Eu tive um sonho...”, que como nos meus sonhos, eu me via me atirando de um prédio por estar fugindo daqueles malditos soldados hidler (foto) dos Changeman, lembra disso? rss Aquelas criaturas azuladas me perseguiam nos sonhos como Freddy Krueger kkkk Claro, os sonhos ocorreram na infância, mas a memória foi além, muito além disso, principalmente quando a música chegou na seguinte parte:

 

“Eu tive um sonho
Muitos soldados
Me procuravam dentro do
Meu prédio
E era preciso
Voar pelas escadas
Pra não deixar que eles
Chegassem perto
É o que devemos fazer
Não temos que ter medo
É o que devemos fazer…”

E lá fui eu fugir daquelas tranqueiras do VHS… Esta música não me traumatizou, mas não me deixou criar qualquer outra interpretação a não ser um clipe exclusivo de minha própria autoria. Era a trilha sonora do meu sonho, olha que chique! kkkkk

“Eu tive um sonho
Vou te contar
Eu me atirava do
Oitavo andar
E era preciso
Fechar os olhos
Pra não morrer e não me
Machucar…”

E até hoje não me esqueço deste sonho, muito menos que acordei suado e na hora que me jogava (pulava) do prédio, eu ia caindo, caindo, caindo, e quando achava que ia virar uma omelete, era amortecido por um aglomerado de pneus de uma borracharia, onde os AVATARES do mal já estavam a postos para me pegar kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

“Quem pede um, pede bis!”

Fazendo um salto para os últimos anos, mesmo já com os aparelhos portáteis explodindo nos ouvidos dos –cada vez mais surdos- seres humanos, comprei outra coletânea do grupo (ourvir Kid Abelha sempre foi à base de coletânea mesmo, nunca fui de acompanhar a banda como faço com outros cantores) bem no estilo “por apenas ‘tantos reais’”, mas foi quando comprei o Acústico MTV (no seu lançamento), que a mania de Kid Abelha me pegou. Foi com este CD que virou mania eu sempre escolhê-lo para tocar quando procuro uma “musiquinha” para ocupar o ambiente. Agora sim, já passou a ser consciente esta opção, afinal, virou mania!

“Bonus track”

Contestações à parte se Paula Toller é ou não uma boa cantora, pois só conheço seu trabalho de estúdio, sei que nada do que disser vai mudar alguma coisa na minha escolha pelo CD, pois não é todo mundo que tem o prazer de ter uma trilha sonora de um sonho como eu, né não? :D

A vida pode ser cheia de desgraças, mas como vale a pena lembrar destes momentos!

“É o que devemos fazer
Não temos que ter medo”

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fotoblog: Vai uma quentinha? #trabalho #alimento #alv

  por Marcelo Moraes Minhas Marmitas

Engraçado, eu sempre observo pessoas se queixando de não poderem comer direito durante o dia, de não terem tempo para comer uma refeição completa, de comprarem coisas para preparar em casa e depois estragar tudo porque não tiveram tempo de fazer, assim como de levar ao trabalho. Outros dizem que não gostam de levar comida à labuta, porque todos (lê-se a maioria) não levam comida, e que seria feio não comer no restaurante também, e em seguida desce a lenha no gasto com o mesmo. Enfim, mil e uma respostas para a seguinte pergunta: Vai uma quentinha???

Se a resposta for sim, estamos no mesmo grupo, e isso não quer dizer que estou aqui para julgar alguém que tenha a resposta contrária, apenas mostrar alguns motivos para aceitá-la.

Você pode assistir a milhares de propagandas, programas e promoções de quantos restaurantes, bares e lanchonetes quiser; falar que tem bons lugares para comer, e isso, isso e isso também, mas nada se compara à comida que trazemos de casa, com seu toque caseiro.com e ao gosto do freguês. Eu, particularmente, nunca fui adepto às refeições em restaurantes no período de trabalho. Raras são as vezes em que vou a um em meu horário de serviço, pois para quem sabe o valor de cada alimento, vê o quanto custa caro comer sempre aquele “bat-prato” naqueles “bat-restaurantes”. Sempre preferi levar a comida de casa. Se não é um prato completo, é um lanche mais caprichado, ou mesmo que na pressa, o indiscutível miojo (ou quinojo para alguns rss). Gosto de curtir estes lugares nos momentos de lazer, mas no horário de trabalho, fica aquela correria de engolir a comida pra continuar a labuta e mal se degusta os alimentos que colocamos no prato. Pagar demais para não se comer a altura, não é comigo.

Por uma curiosidade, sempre gostei de encontrar os “porta-isso” e “porta-aquilo”, tudo pra manter meu momento organização em dia. No quesito alimento, por não ter mais idade para levar lancheiras, comprei um porta-lanche, também moderninho que comporta suco e frutas (cortadas)  no mesmo compartimento. E aí vieram porta-torradas, porta-biscoitos, porta-filtro... e piriri e pororó...


E eis que surge o “porta-papá”!

Primeiro você começa com os potes de casa, aí vê que um não tampa direito, que outro é muito grande para transportar, que aquele um não vai ao micro-ondas e, daí pra frente começam as exceções do “este pode, este não pode”(e a famosa frase materna: “Não vá me esquecer este pote, pelo amor de Deus!” “Eu só tenho este!”. Com tantas regras de exceções, fui então procurar uma marmita para comprar. E qual é a minha surpresa quando chego na seção correspondente? Encontro uma evolução no quesito das “quentinhas”: da famosa marmita de alumínio (isso mesmo, aquela redondinha e toda cheia de presilhas para fixar a tampa), encontro as moderníssimas de plástico que vão ao micro-ondas! Tudo bem, você pode até não achar isso uma novidade, mas muita gente, assim como eu, quando não precisa de algo, nem se dá conta de que ele está por lá e bem moldado ao nosso momento atual(vai dizer que não, neném?) Algumas já se tornaram comuns, como as que tem divisórias em forma de bandeja, mas nada prático para se transportar em uma mala.

Minha Marmita number 1 #alv Na minha primeira ida à loja para a aquisição de uma marmita, não haviam muitas opções, apenas as de alumínio que não acho nem um pouco agradáveis imaginar a comida toda confinada num espaço parecendo lata de atum (redondas) ou estojo de materiais de dissecção (retangulares), e algumas de plásticos, com a opção de se pôr os talheres também (fui direto ao caixa com esta). Já numa outra ida à mesma loja, encontro novos modelos e, claro, foi inevitável a aquisição de uma segunda, que apresentava novas opções de utilização. E quando a coisa é boa, a propaganda está feita: no trabalho, recebi “encomendas” para novos interessados, e agora, a hora do almoço tem ficado por conta das novas quentinhas, que dividem espaço na mesma mesa, com as famosas marmitex de encomenda! Realmente, a mesa ficou bem quentinha…rss

Minha marmita number 2 #alvMinha marmita number 2 #alv

Salvo àqueles que têm seus vale-refeições, se o problema for o de levar a sua salada e seus pratos quentes, já pode dispensar os potes duplos, pois tudo agora pode ser levado num só lugar. Minha marmita number 2 #alvE com a facilidade do aquecimento, utilizar o forno de micro-ondas é mais um ponto positivo para os apressadinhos (e quem não é, né?), pois a tampa dispõe de um furo para a troca de calor no compartimento. Tudo simples, rápido, prático.  Mais acessível que isso, só mesmo o preço, que oscila entre os R$4,00 e R$5,00. A vida é simples sim, nós é que a complicamos.

Algumas das marmitas que já conheci nesta vida:

 
Marmita de alumínioALUMÍNIO MarmiquenteMARMIQUENTE (ELÉTRICA)
ZiplocAs de Improviso 1 Tapeware As de improviso 2
AN451-217-B Para um batalhão

Embalagem de Marmitex

As do marmitex: descartável.

Quer saber como as marmitas estão mesmo evoluindo? Veja no post da Juliana, que algumas estão ficando fashion também! E me avise, caso tenha uma mais moderninha que estas! :D

A empresa fabricante das marmitas que possuo é a Nitronplast, e seu site é repleto de produtos dos mais diversos e, claro, bem práticos! Não é à toa que seu slogan é:

“O plástico do seu dia-a-dia!” #semjaba

Mas aos antenados em tecnologia, há também as marmitas USB!

Vou parar por aqui que está na hora de montar a minha quentinha de amanhã!

 HUMOR-comida-caseira-e-marmitas
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terça-feira, 13 de abril de 2010

Fotoblog: Limpa o meu...k-7 #nostalgia

por Marcelo Moraes

APERTE O PLAY!

Limpador de cabeçotes: "Pinga ni mim"

Se você tem a mania de não querer jogar fora algo que há muito tempo guardou, vai me compreender perfeitamente nos parágrafos a seguir. Vai perceber que, ao arrumar a gaveta, o armário ou aquele quartinho “secreto” na casa que a visita não vê, é fato: encontrarás aquilo que tanto gostas mas... que não mais usarás! E provavelmente é algo que tanto usou e que ao verificar, notará que com tanta poeira sujou? Então limpa... Mas limpa com o: DEMAGNETIZER & CASSETE HEAD CLEANER, e verá que os seus problemas acabaram!

Mais um momento “direto do túnel do tempo”, está de volta!  À primeira vista parece mais um produto das “Organizações Tabajara”, entretanto NÃO É! Olha o que reservei para os arquivos nostálgicos do blog desta vez: Uma fita k-7 para limpeza de cabeçotes dos tocadores de fita. Isso não é piada, é verdade, acredite se quiser: EU TENHO!! Lembrava, inclusive, da posição exata que estava na gaveta (memória fotográfica). Aí mexi mais um pouco em outra gaveta e lá encontrei o frasco do líquido que se pingaVA na fita para a limpeza. Este tipo de fita foi um marco para quem tanto usava os gravadores de fitas! Depois de muitas sessões com os cotonetes e álcool, me veio esta invenção fantástica. Cheguei a ter outras marcas, pois usava muito, porém, esta foi a que mais durou pois acabou sendo, justamente, uma consequência do avanço tecnológico, onde passamos a usar o CD e as pobres fitas começavam a ficar em segundo plano. Os aparelhos de som tinham que tocar fitas, porém(!!!!!) tinham que tocar CD (1, 2 ou 3 numa bandeja). E cá estou com o frasco do líquido vazio, provavelmente não porque eu usei tudo, pois este usei muito pouco, mas deve ter evaporado ou vazado em algum momento.

Fitas K-7Daí parti para uma retrospectiva desta época, onde não tínhamos o conforto de baixar uma música, muito menos de gravá-la em alta resolução em forma de um clipe para ver no celular. O jeito era, então, ficar sempre alerta na programação da rádio e combinar com os amigos e família pra avisar quando fosse tocar esta ou aquela música que tanto queria gravar. Se ia ter a entrevista de fulano ou cicrano no horário em que estava em aula, aí vinha todo o ritual de explicar pra qualquer um como se fazia para deixar a fita SEMPRE pronta para gravar. Ah, quem nunca fez isso? Ou quem nunca ficou com o dedo marcado do botão do rádio gravador de tanto ficar esperando o momento exato da música começar para soltar a fita? E por falar em fita, quantas eu comprei! Das piores às mais caras, das que gravavam por pouco tempo, até as que duravam, duravam, duravam... Em algumas cheguei até a fazer a capinha à mão, na máquina de escrever, e mais adiante, pelo computador. É, sem a novidade que seria a internet, no computador era só fuçar aqueles programas que ele oferecia, então montar capinhas era uma das “distrações” que o PC me mantinha motivado a usá-lo. E você começa a ouvir as fitas. Anos atrás, quando meu aparelho de som tocava fita (agora travou), coloquei algumas para Relembrar o que estava gravado nelas, e de tanto que ouvia na época em que gravava, acabei marcando na mente até as vinhetas das rádios, e aí comecei a cantá-la junto com a fita rodando. A que mais me marcou (acredito que para muitos que moravam em SP) foi a da Rádio Cidade (que virou Sucesso e que agora é a minha favorita BAND NEWS) que vinha durante as músicas (“Cidaaaaade...”), ou quando deixava a programação rolar direto, o famoso “Pedágio da Cidade”:

“Chame os amigos, reúna a família, avise os vizinhos, todos para o carro. Pé na tábua, tá no ar, o Pedágio da Cidadeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...”

E dá-lhe sair de carro também pra ganhar os adesivos das rádios nos pedágios espalhados pela cidade.

Adesivo de vidro da Rádio Cidade: Pedágio da Cidade

Naquela época, enquanto eu limpava o cabeçote dos gravadores, tinha uma lista no papel de todas as músicas que queria gravar, não só das rádios mas também dos LPs que pedia emprestados! E tudo tinha que ter uma ordem, de alguma forma (e eu tinha cerca de 10 anos! #G-Zus):

Se eram músicas românticas, deveriam ter ligação entre uma que falasse de novo amor ou de um amor perdido...Se eram músicas agitadas, o final de uma tinha que fazer sentido com o começo da outra (coisa de canceriano ou de quem só tinha tempo para procurar o que fazer? Não sei....) e assim acumulei numa gaveta diversas fitas k-7. Em cada uma delas, uma história vivida ou que se mantém viva em minha memória. Além das músicas tinham as gravações de voz, algo que eu achava o máximo, se comparado a um videogame (era a minha mania). Gravava entrevista com os vizinhos e primos simulando artistas ou soltando o gogó mesmo. Momentos hilários, pois nunca se fazia algo sério, mais se ria e pouco se falava rss. Tempos depois, toda vez que abria a gaveta e olhava para este limpador de cabeçotes (embora com um nome todo “pomposo” só fazia isso mesmo), sempre me vinha à mente estas coisas que fazia nas fitas, e aí a curiosidade em saber se elas ainda estão lá (as gravações) ou se o tempo já apagou. Bem, quando vou arriscar tocá-las novamente em algum aparelho “compatível” não sei ainda, só sei que continuo usando um limpador de “cabeçotes”, porém, com um novo nome: “limpador de lentes do laser”! Agora tenho CDs, gravo tudo em CD, tenho tocador e GRAVADOR de CD, então teria que ter um “limpador de lentes” de CD! Só que a coisa agora ficou “moderna”, você tem faixas tocando durante a limpeza da lente! Enquanto limpa, você também escuta um sonzinho ou...canta! Pois é! E é bem aquelas músicas “chiclete” que você não resiste em cantar mais de uma vez naquele dia! Vai por mim:

“Acessórios... para áudio... para vídeo e o seu CD... Você usa, e confia... New Ness...” Tá na ponta da língua! kkkkkkkk

Mas será que agora tudo gira em torno do CD? Falar de CD em 2010 parece não ser mais uma novidade pra ninguém, mas só pra constar que um dia tive um, deixei ele ser clicado junto com o limpador de cabeçote, e utilizando a minha câmera fotográfica digital. A tecnologia pode até avançar, mas vejo que ela sempre me fará regressar às coisas do passado. Entretanto, preciso estar no aqui e agora para poder dizer: “Bons momentos aqueles...”.

STOP.

“Ufa! Acabou a música, e a fita deu certinho!”

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domingo, 4 de abril de 2010

Fotoblog: Domingo de Páscoa… #pascoa

por Marcelo Moraes

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Domingo de Páscoa. Sempre que este dia chega, posso me lembrar do quanto tudo foi mudando desde a minha infância para cá: refiro-me aos ovos, ao “coelhinho da Páscoa”. A forma de comemorá-lo não muito, pois sempre há uma reunião entre amigos ou familiares (reduziu-se apenas a sua quantidade – E COMO REDUZIU!). Depois de acreditar fielmente no Papai Noel, por que não acreditaria no Coelho da Páscoa? Simples é ser criança, não se tem o compromisso da responsabilidade, apenas o de aprender com os adultos. Pena que, às vezes, aprendemos mais fantasias que a realidade e chegamos neste mundo adulto com muitos despreparos para a vida, aí algumas famílias não se formam, casais não convivem em casamento e tudo vai se fragmentando. Quem não carrega um exemplo disso, não é um mero mortal! Convencer-se sobre o Papai Noel ainda é mais fácil, você tem toda uma história envolvida para saber de onde ele veio, para onde ele vai e com quem. Mas com o tal Coelho da Páscoa, ai, ai, ai… Entender que Coelhos não botam ovos, e muito menos de chocolate, daria certo para um ser mirim, que entende que Páscoa é como um Natal adocicado, onde o presente é para se comer? Não! E pelo menos isso noto nos dias de hoje. Ao perguntar aos alunos ou algumas crianças conhecidas sobre esta data, Páscoa é e sempre será o “dia de ganhar ovo de Páscoa, de ganhar ovo de Chocolate”. Alguns até dizem “Ganhar coelhindo da Páscoa”. Uns já viram o tal “Coelhinho”, que é enorme e distribui chocolates, mas nenhum deles sabe onde ele vive e com quem! E nem preocupam-se com isso também. Precisaria? Nunca me perguntei quando criança e não vi importância nisso, mas depois de adulto você passa a concatenar estas etapas da vida e percebe que só viveu um momento “ser criança”, em parte resultado do comércio, em parte resultado dos adultos que não alimentavam o verdadeiro significado da Páscoa a todas nós, “crianças pequenas”. Poderiam não ter explicado, mas por outro lado, não deixavam de praticá-lo: reuniam-se em família e brindavam a Vida Nova, o recomeço de uma nova geração que mais um ano marcava presença em nossas famílias: as crianças. Sempre com o propósito de alegrá-las (de nos alegrar)!

Hoje, opções de ovos de chocolate, de tamanho, preço e qualidade não faltam, mas o lado criança de quem vai em busca de uns para presentear seus pequenos (filhos, sobrinhos e amigos), mantem-se lá, renovado a cada ano, com o desejo de trazer um novo sorriso, uma nova alegria. Enfim, uma Vida Nova.

Se a Páscoa não é comemorada pela visão religiosa por muitos, não deixa de valer o simples fato de estar com alguém compartilhando novas alegrias, novos momentos, afinal, o ciclo da vida está em constante movimento e no próximo ano teremos um novo domingo de Páscoa. E mesmo sabendo que o coelho de páscoa não existe de fato (apenas os coelhos “normais”), ele existe sim, tá? Talvez esta seria a mudança que pude notar, o novo olhar sobre tudo o que passamos a plantar naquela infância: sem medos, sem preocupações, sem saber o que aquilo viraria depois… Fertilidade nos pensamentos, vida nova para os próximos acontecimentos…

 

FELIZ PÁSCOA!!!!!!


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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fotoblog: Jorge Vercillo e o Trem da Minha Vida

por Marcelo Moraes

Jorge Vercillo no Memorial da América Latina - SPJorge Vercillo no Memorial da América Latina – São Paulo


Durante boa parte da sua vida você cultiva a admiração por algum artista. Para cada um que passamos a admirar tem uma história que lhe faz dizer: “Ah, toda vez que ouço esta música, me lembro de tal coisa...”, “Esta música me marcou demais...”, “por isso que eu adoro este cantor, eu adoro esta cantora, eu adoro este grupo”. Alguns podem ser passageiros e acabamos curtindo-os por um curto espaço de tempo, enquanto que outros surgem de repente e ficam para fazer uma longa história em nossas vidas.

“É incrível/ Nada desvia o destino/ Hoje tudo faz sentido...”

Nunca fui de admirar um artista porque a “massa” admira, da mesma forma que nunca curti ser um adolescente baseado em “bandas e cantores” da “moda”. Se eu dependesse desta opção para me relacionar com um grupo, eu estaria perdido! Sempre cultivei o gosto pelo trabalho de um artista, independente da arte que realiza, não pelo gosto imposto pela mídia ou “grupo” de amigos, mas pelo meu. Fui “remando contra a maré” e, mesmo assim, não perdi amizades e nem meu tempo com aquilo que não me agradava (e não me agrada). Respeito o gosto de cada um (e olha que respeito mesmo), mas antes de tudo, respeito o meu. Talvez isso também tenha selecionado um pouco as amizades que cultivo. Talvez.

“Chega de fingir/ Eu não tenho nada a esconder/ Agora é pra valer/ Haja o que houver...”

Tive sempre condições de curtir o que eu realmente gostava, e gosto. E desta forma surgiu Jorge Vercillo. Sempre ficava com um pé atrás para cantores com sotaque carioca, pois acho estranho ouvir seus “esses” e “erres” cantados, mas por algum motivo, acontece de você ouvir uma certa música sem compromisso, ficar com ela na cabeça, a cantá-la de dia, de tarde e de noite, e quando se vê já está até comprando DVD e personalizando toques no celular! Foi o que aconteceu com as suas músicas. E ao entrar no clima das letras, mais afinidades vão surgindo e admiração também. Você capta a essência de cada uma, a mensagem como um todo e vai percebendo que tudo se encaixa como peças de um quebra-cabeças dentro de si: música, letra, momento, sentimento, afinidade! Até que chega o momento de um show, o momento de uma foto! Isso mesmo, uma foto e a oportunidade de conhecer o potencial de um artista não só no palco, mas fora dele (e pela madrugada afora), com tantos admiradores à espera de dizer e registrar suas admirações pelo ídolo. E tudo isso, com todos os seus “esses” e “erres” que já nem mais me encucavam... Foto com Jorge Vercillo A paciência e o seu profissionalismo o fizeram atender a cada um, sem qualquer cena de artistas que a mídia (moda) destaca, mostrando uma equipe de seguranças, centenas de fitinhas (para não dizer senhas) com cores, e tumultos escandalosos no estilo “chama eu”. Nada disso. Ele faz tudo sem qualquer estress: seu público é composto por pessoas de diversas idades mas o diferencial está na educação que este povo tem diante deste momento. Fiquei deveras surpreso com tudo aquilo! Organização, paciência e respeito permitiram com que todos tivessem seu espaço garantido ao lado do cantor, mostrando que “Toda espera” vale a pena, e que no final “Todos nós somos um...” Após a clicada da foto e tê-lo parabenizado pelo show, ganhei um forte abraço e o agradecimento por ter ido lhe prestigiar.

Ironias do destino? Para quem acredita num “Final Feliz”, verá que não. A energia que paira em momentos assim faz valer o que cada um faz para estar passando por isso, afinal, admiração, segundo o dicionário, é respeito, consideração. Respeito por alguém que está fazendo um trabalho que acrescenta algo em muitos momentos de nossas vidas. Consideração, por ter quem faça um trabalho com prazer, com esforço e qualidade. Aquele que você sente, capta e não apenas engole rápido e não tem nem tempo de mastigá-lo.

“Ela só precisa existir, para me completar...”

Falar de música não é difícil, mas traduzir o seu significado para cada indivíduo, talvez seja um grande mistério, pois não vejo um “tradutor” à altura, além dos nossos próprios sentidos... Talvez nem precisemos, né? ;D

*Citações das músicas: Final Feliz, Trem da Minha vida, Que nem maré, Ela une todas as coisas.
 
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terça-feira, 21 de julho de 2009

Fotoblog: Saí na Revista CASUAL!

por Marcelo Moraes

Site da Revista Casual

DEUS ESCREVE CERTO, POR LINHAS TORTAS 

A espera, a paciência, a compreensão: ingredientes essenciais para sabermos que tudo (ou quase tudo) nesta vida, tem o seu tempo certo para acontecer. Embora há quem discorde totalmente disso, já que num dia estamos em alta, no outro, em baixa, eu sempre acreditei (e acredito) nisso. Uns desistem fácil, outros persistem na batalha: a do tempo! O mesmo que nunca para, e que depende de nós mesmos para que ele tenha algum efeito, quer seja ele positivo ou negativo. E eis que o próprio começou a fazer efeito sobre mim: A Revista Casual, um veículo da região do ABC Paulista, tradicional por trazer matérias de cunho regional, contou este mês – em uma de suas matérias - com um assunto que diz respeito à minha profissão e paixão: as plantas. Sem cerimônias, aceitei o convite de uma amiga (e jornalista da revista, Vanessa Cimino) para dar um toque técnico ao assunto, com dicas e curiosidades sobre a maravilha das orquídeas. O resultado você confere (visualmente) abaixo:

Orquídeas: Dicas e Curiosidades - Revista Casual Julho/2009

Ao vermos o produto final, vem aquela ideia de que a matéria é pequena ou que não tem muita coisa a acrescentar: apenas mais uma na revista. Ideia falha esta de quem apenas vê, pois todo o processo requer aquilo que abordei logo no início: tempo! Desde o primeiro contato, a abordagem do assunto, o que ficou bom, o que deve tirar, o que deve ficar, o que deve acrescentar… como isso leva tempo! Ah, a revisão do texto, do antes e depois da matéria fechada; os detalhes…

 
Trecho da matéria: "biólogo Marcelo Abrahão de Moraes". Sou eu!!Mas, e aí, o que vem depois?
A satisfação de ter algo a acrescentar a alguém. Passar adiante aquilo que você estuda, pratica e ensina… Ainda mais por saber que muitas pessoas terão esta revista em mãos! :) Quando achamos que a vida só nos mostra problemas insolúveis, de repente, nos vemos colhendo frutos cujas sementes deixamos cair, sem perceber, num solo até então pobre, mas que torna-se fértil a partir do momento em que aplicamos nele aquelas dosagens de tempo fundamentais: da espera, da paciência, da compreensão e, acima de tudo e em tempo de dizer, de trabalho, muito trabalho… A paixão e o prazer pela profissão tornam-se ainda mais intensos com tudo isso. Se Deus escreve certo, por linhas tortas, Ele acertou mais uma vez!
 
Motivos para Abrazar La Vida? Sim, eu tenho. Agora, mais um!
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fotoblog: Chupada nostálgica – Dipn’Lik

por Marcelo Moraes

Você pode confundir seis com meia dúzia, meia nove com nove meia, cê senta com sessenta, mas ao chupar um pirulito com pozinho não tem erro, certo? Mesmo porque, a primeira chupada a gente nunca esquece… Calma, não se desespere. Não é nenhum texto de baixo calão, nem uma palavra mal colocada. É por isso que muita coisa nesta vida tem explicação. Não precisa esconder a criançada que estiver por perto porque, por aqui, a censura continua LIVRE!


Era uma vez, há muuuitos anos (nos primórdios da minha infância) e no colégio onde eu estudava, algo me foi oferecido para chupar (já falei pra não pensar em besteira). Aquele olhar curioso de criança me revelou uma tentação jamais descoberta até aquele momento. Mas antes de pensar em qualquer coisa, eu tinha que saber como fazer. Alguns colegas me ajudaram mostrando juntos: “você tem que dar uma chupada, passar no pó e chupar de novo; não pode deixar de chupar com o pó”… E foi, então, que eu saí correndo desesperado para aquela fila perto do banheiro. Era a fila da cantina e todo mundo só pedia uma coisa: o pirulito do pozinho! O pirulito do pozinho!  Eu, claro, já sabendo o nome do pirulito, fui logo pedindo pra “tia” da cantina: “Eu quero um dipilink!” Viu só, como eu tinha talento para pronunciar palavras difíceis desde pequeno (praticamente um mestre em trava-línguas)? Grave bem, eu disse “Dipilink”. Aquilo virou febre, moda, fenômeno. Impressionante como uma coisa simples tem o poder de se disseminar tão rápido quanto um vírus de gripe ou divisão bacteriana! Pois é, e foi assim, que durante anos que gravei na memória o tal do pirulito do pozinho. Um pirulito azedinho cujo pó açucarado (ou seria o contrário?)dava uma sensação diferente de saborear um doce. Talvez nem era tudo isso, mas a sensação da novidadde, do “todo mundo tá curtindo”, me fez lembrar até pouco tempo, quando encontrei numa loja de doces um pacote de balas de gomas cuja embalagem estampava: “Minhocas azedinhas”. Foi um flashback ao Dipn’Lik com o termo azedinha, que acabei levando o pacote para ver se eu resgatava aquele sabor. E não é que resgatou? E foi aí que tentei encontrar o tal “pirulito do pozinho” nos tempos modernos. Antes de fazer a varredura no vovô Google, fui consultar o meu manual  Anos 80 de A a Z que já comentei ano passado no post sobre a Bienal do Livro, aqui no blog. Nele, encontrei a seguinte informação: “o produto continua à venda, mas aquele bonequinho na embalagem não existe mais. Agora, quem estampa os pacotinhos são animais, como a girafa e o papagaio”.

E o vovô Google me confirmou:

dipnlik

Mas se foi coincidência ou não, muito recentemente encontrei alguns alunos, no intervalo das aulas, fazendo aquela lambança com um pacotinho que tinha um pirulito. Assim que me aproximei de um deles, veio a surpresa: Dipn’Lik! E para comprovar o que estava vendo, fui até a cantina e comprei os seus três tradicionais sabores: UVA, LARANJA E CEREJA, por uma bagatela de cinquenta centavos cada. Mas diferente do que o que o vovô Google me apontou, não encontrei nenhum bicho na embalagem, e sim, o próprio garoto loiro (ou seria garota?) de antes com o balãozinho e a frase “Que delícia!”.

Mas ao experimentá-lo, não senti aquela mesma nostalgia do "azedinho" que é o que mais me marcou, além de ser "o pirulito do pozinho". Para quem apreciou nos primórdios do seu lançamento concordaria comigo, pois para os pequenos que hoje o saboreiam, ele é o mais novo pirulito (veja na foto o detalhe de “NEW” no canto superior da embalagem). A febre entre eles se repete, assim como foi em minha época de infância, mas o gostinho azedo deu lugar ao sabor adocicado e o do pirulito nem tão apreciável, mais parecendo um apito cada vez que se dá aquela, digamos, chupada forte. Mas para quem é criança, que diferença isso faz?? Pelo que constatei: nenhuma. Portanto, contudo, somente, entretanto, como já não sou mais aquele ser mirim que disparava para a cantina com cada novidade calórica que via, e talvez tenha ficado um pouco mais exigente, eu digo e repito: não se faz mais "Dipilink" como antigamente! Mas para a memória deste blog,  ele continua sendo o mesmo pirulito azedinho que provei na infância. E nada nos impede, também, de continuarmos consumindo o pirulito do pozinho nos dias de hoje. Coisas que o tempo não apaga (e nem atrapalha) :D

Para saber mais: A empresa que produzia o pirulito com a embalagem com bichinhos é a Guari Fruits. Hoje produz os pirulitos mas com outro nome. A atual fabricante do pirulito com o nome Dipn'Lik é a Nutricandy Alimentos.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fotoblog: Roupa Nova no ABC

por Marcelo Moraes

S4030435

Neste final de semana o grupo Roupa Nova fez mais uma apresentação no Clube Aramaçan, aqui em Santo André (ABC Paulista). Com um novo material de trabalho realizado em Londres, o novo CD e DVD do grupo conta, em sua maioria, com canções inéditas que já estão sendo incorporadas, aos poucos, no repertório dos shows, baseados ainda no RoupAcústico 1 e 2. O grupo foi pontual no início do show, que durou exatas duas horas. Antes do seu início, tivemos que aguentar algumas apresentações de outros convidados da região para compor o famoso "embromeichan" ou "enchendo linguiça". Durante cinco minutos ainda é tolerável, após isso, torna-se uma chatice convertida em tortura. Mas, por mais que se reclame, a gente espera... (e como espera!) rsss


"Vou torcer pros amigos rever... São tantas histórias pra contar..."


S4030353Ano passado estive no mesmo local para ver o mesmo grupo, e acho isso excelente, pois, ao contrário do que algumas más línguas dizem, o ABC não é cidade do interior e prova, a cada ano, que tem espaço e estrutura para o lazer e cultura de qualidade. Além de parques, centro cultural, tem diversas opções de bares e restaurantes, shoppings, cinemas, hipermercados e tudo e mais um pouco (incluindo bons hotéis também).

Desta forma, o Roupa Nova vem incrementar ainda mais este espaço, pois  é um dos poucos grupos que mantém a sua formação original e há tantos anos! Faz o seu trabalho e conquista um público que sempre se renova: crianças, adolescentes, adultos e com méritos, a terceira idade (que mostra ter muito mais disposição num show que muita gente mais nova). Todos lá, dividindo o mesmo espaço e curtindo o sucesso de hoje, que já foi o de ontem e que será o de amanhã, e que ficará para sempre...

"Coração, que ama tão longe
Mal pode esperar, o certo momento de voltar..."

*Citação da música "Lembranças"

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domingo, 5 de abril de 2009

Fotoblog: A Nº1 que não é Brahma!

por Marcelo Moraes 
 

Imagem (21)

Para uns pode parecer obsessão, para outros, um orgulho, mas para os apreciadores tanto faz o que os outros pensam a respeito. Ter o exemplar número um de uma coleção é algo histórico nesta vida! A primeira faca elétrica, a primeira lata de cerveja, a primeira garrafa de "caçulinha", o primeiro modelo de carro, o primeiro vídeo game, o primeiro playmobil, a primeira bicicleta, o primeiro LP, o primeiro aparelho de som, o primeiro selo, a primeira máquina de escrever, o primeiro ferro a vapor, o primeiro telefone, a primeira cafeteira, o primeiro fogão elétrico, a primeira máquina fotográfica, o primeiro celular, o primeiro boneco de super-herói, a primeira "Barbie", o primeiro "carrinho", e por aí vai... Para alguns, o primeiro beijo, o primeiro amor, o primeiro filho (há quem faça disso uma "coleção" também, né?) E nada tão histórico de se ter também, que um gibi! Ou melhor, um gibi NÚMERO 1! Nr.1 do ChavesDentre os meus "guardados" (pra não dizer 'achados", pois nunca esteve perdido), está, ainda intacto, o Gibi Nº 1 do Chaves e Chapolim Colorado (Não contavam com minha astúcia!). Uma novidade para a época (1990) que a Editora Globo lançou para a garotada que não era, ainda, usuária de computador e internet, ou de seus similares tecnológicos. Uma garotada, que não assistia, ainda, uma infinidade de canais de desenhos animados que, 20 anos depois, viraria febre em qualquer estampa de material escolar ou de decoração de festas. Celular, MP3, iPod? O que é isso, Juvenal? Nem em planos futuristas elas pensariam nisso como passatempo, muito menos em pedir de presente de aniversário! Eu disse elas? Elas não, eu (ou dependendo de quem aqui me lê, nós)! Tinha apenas onze anos. Foram outros tempos, por isso, a edição número um do gibi do Chaves deu o que falar! No bom sentido: foi uma empreitada dada aos "heróis" do momento, para vender produtos com as suas marcas. Então, além do gibi, surgiram também: o álbum de figurinhas, o copo com o canudo em forma de óculos, fantasias, músicas, apresentações em teatros, roupas e 'etc e tal'... Tantos outros personagens da TV viraram quadrinhos também. O que me fez dar destaque a este "número um", foi porque, na época, como não éramos "computadorizados", além de escrever, outro passatempo que eu tinha era desenhar! Então, eu tive meus momentos "Maurício de Souza" e passei a reproduzir os personagens dos gibis em papel A4. Um passatempo que, tempos depois, não sei dizer do destino disso ainda. Este sim, está perdido em alguma pasta ou envelope sabe-se lá onde! Não sei até que edição os gibis foram produzidos exatamente, mas como tudo que vira moda um dia acaba virando "peça de museu", resolvi dar esta contribuição à nossa memória. Eu não mais segui com a coleção (com tantas mudanças de endereço nesta vida, também não sei onde foram parar os outros exemplares).

Entretando, como o comércio não para, nos "tempos modernos" a  empreitada não acabou. Embora boa parte desta turma esteja "no céu", foi lançado para o público "órfão" destes personagens, a coleção em DVDs da série (que eu já tenho um, mas não precisa espalhar, tá? kkk), livros e alguns materiais e brinquedos (nem tanto divulgados e rentáveis a priori, como os DVDs, mas ainda existem por aí, principalmente para colecionadores e a preços bem "modernos" também). Embora hoje tenha o desenho animado, este não chegou à altura do produto orinial, por isso os demais produtos ainda sustentam melhor a imagem da série que o próprio desenho "moderninho".

Será que tudo isso "Foi sem querer, querendo?" A meu ver, sem dúvidas. Mas será que eu gardei isso "sem querer, querendo?" De repente, sim. Talvez eu já soubesse que, dezenove anos depois eu ainda teria histórias para contar! Por isso, a ideia deste post "foi sem querer, querendo!" rsss

Veja a primeira página do gibi (detalhe para os grampos e a coloração da folha, já, levemente "desbotada"):

Imagem (22)

A parte da propaganda (no meio da revista):
 
Imagem (23)

E a última página do gibi:
 
Imagem (24)

A título de curiosidade, deixo um endereço que achei bacana na net para quem quiser saber um pouco mais sobre estes gibis: Fotolog sobre o Chaves & Chapolim.

E você, tem algo "número um" nos seus arquivos também ou é mais um alguém que sustenta a frase de que "Nº 1 é só cerveja (aquela do título)?" Se bem que a "Nº1 não é a que desce 'redondo', né?" #foisemquererquerendo

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