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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Quando você acorda com mais um “30 e poucos anos”…

MarcelloMoraes

Em minha trigésima sétima vida, eu tenho um pouco a dizer. Já colecionei alegrias e tristezas. Umas concentrei mais em alguns anos, outras nem precisei. Tive que recomeçar a minha vida por mais de uma vez. Não precisei bancar o coitado para ninguém. Muitos nem sabem os motivos. Hoje me vejo e me sinto feliz, com a felicidade que julgo ser, em mim. Não cobro a amizade de ninguém, mas não aceito que me cobrem também. Não sou dinheiro, sou um ser vivo: eu ouço, eu falo, eu sinto. Preciso me sentir assim contigo também.


Tenho o meu sorriso a meu favor, apenas. Gosto dele porque é assim que me recupero dos meus problemas. Ele me guia pelo caminho que me faz bem. Ele me faz sentir a gratidão pelo meu trabalho, pelo que conquisto. Ele alimenta e fortalece os meus sonhos, ele me ajuda a fazer outras pessoas sorrirem também. Ele me mostra que não sou perfeito mas que posso ser feliz com o que tenho. Enfim, e no fim, eu realizo mais um sonho, estar sorrindo por mais um ano! Por me emocionar mais uma dúzia de meses. Por ter a coragem de enfrentar os meus medos, de escorregar, me esfolar e, mesmo assim, me levantar e prosseguir com a vida que está aqui, agora, sendo escrita mais uma vez, em mais uma página. E o que são as lágrimas? São os fragmentos deste sorriso que evaporaram e depois se condensaram! Ele muda de "estado", passa por mudanças, mas não some! Como um ciclo, ele vai e volta! Sempre volta!


Em minha trigésima sétima vida, eu vejo que as pessoas continuam me julgando sem cuidarem dela, sem saber como ela é e como eu a enfrento. Eu me vejo, também, no direito de ignorá-las, porque tentar "agradá-las" é só perda de tempo e energia. Percebi e senti que a Reciprocidade existe: "se ela vem pra mim, volta pra você (Às vezes como Lei de Murphy, às vezes como Lei de Newton)". Ser simples e ousado são lições que ainda aprendo, afinal, elas precisam de um equilíbrio para terem efeito.


Em minha trigésima sétima vida, eu sinto que "hoje" está muito melhor que "ontem", porque tudo o que tenho feito, tem amor!

GRATIDÃO PELOS VOTOS DE FELIZ ANIVERSÁRIO QUE RECEBI, ONTEM! O DIA FOI COMPLETO!

sábado, 22 de março de 2014

Essa tal “Liberdade”…

casal livre


Você queria a liberdade, eu lhe dei. Falou, durante as nossas conversas, que não gostava de ninguém na tua cola, não me colei. Alertou-me, ao perguntar-te por onde andavas numa certa hora dum dia qualquer da semana, então, desculpei-me. Não briguei, não discuti, não armei barraco, respeitei-te! E todos os dias caminhavam bem, para mim, para ti, para nós. Tudo sincronizava: os pensamentos, os sentimentos, os gestos, enfim, todos os acontecimentos. A gente se entendia (E como!). Mas, por um momento, você viajou...E...A nossa comunicação mudou: por um motivo falhou (falha técnica?), diminuiu, “se economizou” (Sabia que eu já tinha estranhado tudo isso com aquele OLHAR DE LINCE que os escoteiros o interpretam muito bem: “sempre alerta”?). Angustiei-me, senti tudo aquilo que achava que em mim não fosse mais existir... Existiu! E eu insistia na comunicação... Culpa das operadoras, então? Só isso?? Outros dias se passaram e você, nada mais que uma comunicação trivial via rede social. Mas a mente dizia: “Você se esqueceu da tal liberdade?” Eu a respondia: “Não, claro que não, mas eu sei muito bem o que estou sentindo e isso me diz que não é algo bom”. Outros dias se passaram e você, o que fez? Deixou-me de lado, nem mais aquele nosso clássico e personalizado “oi” de bom dia - todos os dias - você mais me enviou! Nem um “oi” em outro momento qualquer. As frases tornaram-se frias e espassadas, de ambas as partes: sem aquele humor, sem “emoticon”. A mente aqui ebulindo altas doses de medo?, sofrimento?, perda?, rejeição?, enganação? De dor, afinal...


E, novamente, me lembrei da tal liberdade: Enquanto lhe dei, fiquei sem. Passei a me sentir mais preso neste intenso e interminável sentimento de dor, de incerteza... Passei, de uma certa forma, a sentir-me livre também, mas livre do teu amor, da tua alegria, dos teus sorrisos, da tua companhia. Foi a culpa do “sexto sentido” que não parava de me dizer que eu não devia doá-la toda a você. E foi aí que me vi livre de ser quem sou, do que sentia, do que me deixava feliz. Estava me sentindo livre de ti, e não estava sendo NADA bom.


E o que você ganhou com tamanha liberdade?

O silêncio. A culpa. O arrependimento. Você não poderia me enganar, por mais que tentasse, aquela nossa sintonia me treinou em conhecer CA-DA-PE-DA-CI-NHO-TEU. E eu conheci, e você percebeu quando, sem saída, me confessou. Aquela dor agora abriu uma ferida... E você sentiu a necessidade da comunicação, da cobrança de uma resposta, de uma confissão que você, sozinho, não se via apto a manifestar, mesmo querendo...Então, colei o meu olhar  diante do teu e você dialogou…Depois me ouviu…Te cobrei e você não mais me alertou...Era a tua consciência te obrigando a me desprender daquela angústia toda.
(…)
Agora dei-lhe um tempo para pensar, para ver se podes mesmo me devolver aquela liberdade que um dia lhe dei. Duro está sendo esperar ela voltar...O tempo não passa, e mesmo que passe, ela não chega, você também NÃO!Então me pergunto: Sentir-se livre pra quê se o que nos faz livre ao mesmo tempo nos aprisiona? A liberdade é injusta!? E o amor, também?

 
 

E quando vemos, a solução está em nós mesmos, na capacidade de entendermos e praticarmos o significado que damos a ela, para cada momento. A LIBERDADE está em ACEITAR que cada um de nós erramos, e que os erros que cometemos só são diferente dos outros, mas também são erros. E como diz o velho ditado: “É Errando que se Aprende!”

Hoje sou livre para pensar, para escrever, para deixar de sofrer, para me fortalecer...

“Mas a gente aprende
A vida é uma escola
Não é assim que acaba uma grande paixão” #SPC

domingo, 27 de outubro de 2013

Um momento, vou soltar pum.

por Marcelo Moraes

politica-de-privacidade 

Eu sempre confiei no tempo para que ele me trouxesse “respostas”. Por diversas vezes eu postei aqui no blog sobre ele. Aliás, é ele que faz tudo por aqui acontecer também. Tempo passado, tempo presente, tempo futuro. E o tempo passou: foram sete meses que ficaram estacionados em minha mente que não foram decodificados em palavras para novos posts. E aqui estou. Neste tempo todo - que me surpreendeu - pois NUNCA tinha me distanciado tanto com as postagens, eu percebi que dentro de nós tudo permanece intacto, mas que sempre temos algo ou alguém que aparece para desequilibrar esta paz interior. Mas como eu disse, o tempo se faz nosso melhor amigo e conselheiro. Com ele, me vi curioso em saber por quê há tanta gente nas redes sociais se importando com o outro com o que se posta do que o que você REALMENTE compartilha num blog. OU o que VOCÊ quer falar. Mais se encaminha frases e opiniões prontas do que expressão de sentimentos e opiniões PRÓPRIAS. E quando você decide fazer isso por lá, surgem canivetes em forma de palavras ácidas. Entretanto, não cheguei a conclusão alguma. Parar de postar por um tempo me fez mal. Esta via virtual das redes sociais que nos limita a socializar quem somos, criando para a maioria uma pseudo-imagem de nós, é desgastante. Ao mesmo tempo que temos “todos” por lá, estamos sós. Aí você deixa o barco correr, pois com o tempo nos adaptamos a este fato. E você vira esta página e parte para a outra.


Capítulo 2

         

Como_Tirar_Proveito_dos_InimigosVê-se alegre e satisfeito (dentro do contexto) por fazer algo que sempre buscou e busca na vida, e de repente se decepciona. Se decepciona, não com o que busca mas com as pessoas. Ah, decepção, você de novo sentiu a minha falta? Sinto muito, mas o tempo também! Por isso ele sempre me alertou em fazer o que é certo, ser honesto consigo, fazer o seu trabalho, fazer aquilo que você acredita. As pedras que aparecem no caminho (ou que são jogadas), servem para que você tenha mais certeza disso e não desista de sua meta. Em valorizar o RESPEITO, sob todas as formas: se não há afinidade entre os seres, cada um no seu quadrado, ou cada macaco no seu galho. Simples assim. Mas ele me cutucou tanto nos últimos anos, que aprendi a não aceitar o desrespeito do outro, independente da grandeza que lhe é exposta. Seja na vida pessoal, profissional, que seja. Isso para mim é ser honesto consigo, é respeitar-se; por isso eu defendo situações na minha vida ou na minha profissão como aquela mãe com os seus filhotes ainda indefesos. É muito simples você atacar alguém e quando a “chama” está queimando chegar com um balde de água fria e dizer “foi brincadeirinha”! Dê um tiro em alguém e fale que foi brincadeirinha também. Se foi brincadeirinha não tem problema, né? Invadir a privacidade do outro, fazer comentários do outro para os outros, jogar um contra o outro: onde está a “brincadeirinha”?

Porque ele (o tempo) me ensinou que fazer o que gosta pode sim incomodar alguém

grosseriaExatamente neste momento que senti a vontade de postar (DE VOLTAR A POSTAR), pois escrevendo não temo o outro que tenta tirar o teu respeito por achar que aquilo que você vê como seriedade se confunda com “brincadeirinha”. E, com todo o respeito, adoro brincar! Por isso estou aqui, mais uma vez, brincando com as palavras. Brincando de cuidar da minha vida, das minhas coisas, do meu espaço. Esta brincadeirinha, sim, me faz bem: ela dura horas e pode ser compartilhada sem problemas. É muito difícil aceitar as pessoas como são, mas o grande desafio é aceitar que elas não são aquele modelo de admiração que antes você achava. Por isso, tempo, meu MUITO OBRIGADO por me treinar e tornar-me apto a mais este valor: respeitar-se. No final das contas, por mais que uma pessoa julgue ser superior à outra ou coloque pedras em seu caminho, todas precisam de um momento para fazer cocô e soltar pum! #fato

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Aprendiz

 
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Sou um aprendiz. Aprendo a “cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...” A agradecer por este fato, por este bônus que a vida nos dá. É assim ou nada mais. Aprendiz é - como se diz - “quem faz e não quem manda fazer”.


Aprendiz aprende a fazer!

Quanto mais aprendo sinto o quanto tenho a aprender, o quanto posso aprender e o quanto o aprendizado é infinito. Após a morte, o aprendizado sobrevive, e ensina, e estimula, e contagia, e enobrece o saber, o significado de conhecimento, reconhecimento até chegar na tal “Felicidade”.

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Aprender a vida inteira, este é o nosso grande desafio: ser aprendiz sempre! Querer, tentar, experimentar, acertar, ajustar, corrigir, porém jamais desistir. Um aprendiz erra sempre, experimenta sempre, pensa em desistir sempre, mas só pensa, pois é um aprendiz, está em constante processo de mudança de ideias, de valores, de pontos de vista. Vale a vida viver de aprendiz. Aprendiz ganha perdendo, perde ganhando, ganha ganhando... Ganha o aprendiz que aprende sobre si, sobre os outros, sobre o que a vida lhe oferece para aprender. Aprenda-se, se prenda, aprenda! Comece hoje, ou continue se já começou. Pratique o aprendiz que está inativo em você, ou exercite-o ainda mais se já estiver vivo. Viva-se, aprenda-se!

Aprendiz fui, aprendiz sou, aprendiz serei...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Difícil te agradar

por Marcelo Moraes

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Livros, conselhos, pesquisas, filmes, músicas... Tentei, e como tentei encontrar a fórmula “mágica” para te agradar. E ainda tento (e como tento)! Mas como é difícil te agradar. Como é difícil te fazer acreditar em mim: nas palavras, nas promessas, na busca de uma companhia. Ofereço-te o ombro, os braços, o meu abraço e nada decides... Deixa-me confuso ainda mais... Quero-te feliz, mas por completo, não por desejar-te apenas como “mais uma opção.”


Como é difícil te compreender. Fazes de difícil mesmo? Ou seria eu que difícil sou para você? Dê-me uma brecha, deixe-me mostrar o meu agrado para ti. Quero-te feliz assim: aqui comigo, sentindo o meu cheiro, o meu respiro, o meu suspiro, o meu aconchego.

Ofereço-te também, meus sentimentos: um pouco de cada, dos bons e dos ruins, pois a você me ofereço por completo.


Fico devendo-te apenas o ciúme: durante anos aprendi a confiar nas pessoas que me cercam, algumas pela ajuda que me prestam, outras pelo prazer e desejo de dividir seus anseios e causos da vida em forma de segredos. E a confiança me conforta. Então, darei-te a confiança para que possas compreender que ter alguém ao seu lado não é sinônimo de obrigação, de prestação de contas, de perseguição, mas é sinônimo de amor. Mas é o amor semente, aquele que começa germinando com carinho e que vai crescendo de mansinho até que todas as suas partes possam extravasar o calor que este sentimento pode gerar.


Testarei os teus limites assim como tem testado os meus. Percebas que não desisto assim fácil, talvez desistir nem esteja em meus planos, pois o difícil me atrai, por isso não me entrego à solidão como quem coloca em sua mesa apenas um prato, um copo e o par de talheres em cada refeição.

Oferto-te o sabor da alegria, do entusiasmo e da minha boa companhia, afinal, é para isso que estou aqui, para deixar-te motivado a viver, a degustar o prazer de ter alguém que te quer bem ao teu lado.


Mas como é difícil te agradar...


Não pensei em me matar, tampouco me afogar (o que seria o mais comum e mais prático também), pois se isso eu fizesse estaria ainda mais longe de ti, em um outro mundo. Entretanto, você está aqui, no mundo real, no mundo onde o tempo todo respiramos a palavra VIDA. Por isso, quero manter-me vivo para SER VIVO para ti. Sempre.

Mas se depois de todo este desabafo
Ainda nada mudar...

Pode deixar

Que em algum momento
Eu irei te agradar

Pois aquela (nossa) “semente”
Continua crescendo
Porque eu não paro de regar...

“E eu descubro que além de anjo

Eu posso ser… o seu amor”

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Não desista…

por Marcelo Moraes

… De Abraz@r La Vida…

librasss

Não desista. Não deixe para depois, não se arrependa, não deixe o tempo passar. Não deixe o seu tempo passar. Acredite nas oportunidades, acredite em você. Aconselhe o seu próprio eu de ser quem és ou quem queira ser: um ser humano mais completo, mais capacitado, mais orgulhoso de si.

 

“Mude sua rota, mas não desista no caminho”(Juliana Vasconcellos)


caminhoNão deixe teus objetivos de lado. Coloque-os afrente do teu caminho, assim ele será a referência para saber o quão perto ou distante estará, ou o quanto falta(rá) para chegar até ele e escolher o melhor caminho. Nem sempre o mais curto é o mais proveitoso! Não pense no depois, mas no que poderá fazer com o que virá depois. Sinta-se bem, sinta o bem.

"Na vida, a gente somente depende de alguém que confie na gente, que não desista da gente. Uma âncora, um apoio, um ferrolho, um colo." (Fabrício Carpinejar)

amigos
Não esqueça dos teus erros, mas não deixe de reproduzir os teus acertos. Acredite no valor da amizade. Acredite e confie no valor que as pessoas depositam em você. A alegria, a felicidade e o nosso bem estar é computado como uma conta bancária, e quanto mais você os depositar, mais os renderá... O mesmo ocorre com as práticas negativas. Você é quem escolhe qual o melhor sentimento a investir.


"Se, algum dia, me disser: aceito o conselho dos outros; então lhe direi: certo, mas nunca desista de sua própria opinião"
(Henry B. King)


calvinopiniãoSaiba que você é único, mas que suas ações podem ser iguais às de qualquer outro se você não fizer a diferença, se não mostrar algo diferente para que assim possa ser único até nos momentos infelizes ou que não mostrou-se tão bem, e que seja lembrado por uns, outros ou qualquer um outro, sempre! Não desista dos teus sonhos, pois sonhar é aquela força motivadora que nos engrandece a cada momento para que possamos atingir os nossos objetivos.

Saiba quem você é para você, para os outros e para quem precisar saber. Saiba que poderá contar sempre com alguns e que jamais com outros, pois sempre temos escolhas a fazer e há quem nos escolha para o bem ou para o mal. Aprenda a esperar. Não pense que o seu “tempo” nunca chegará, pois uma boa prática requer antes uma excelente teoria.


E Deus continua sussurrando: "Não desista, o melhor ainda está por vir" (Caio Fernandes abreu)


picolésExercite o prazer, desenvolva novas modalidades: leia, escreva, converse, compartilhe, ande, cante, dance, grite, sorria, xingue, extravase, passeie, pinte, recorte, cole, descubra... A vida é feita de escolhas mas para sabermos qual a nossa melhor opção temos que, no mínimo, saborear cada uma delas... E o gostoso desta vida está no “paladar” de cada momento. Saboreie o abraço, o aperto de mão, o beijo, o olhar, os gestos, os sinais, o tato, as lágrimas. Emocione-se, faça alguém se emocionar. Faça alguém saborear os seus sentimentos, o seu sorriso, o seu ser vivo que ainda vive dentro de si:

Emocionante!

Qualifique sempre, quantifique quando necessário. Qualifique a sua saúde, quantifique os cuidados com ela. O tempo passa e se não estivermos em sã consciência, nada do que fizermos ou tivermos feito valerá a pena para saborear o doce, salgado, azedo e amargo gosto da lembrança...

Não desista de “abrazar la vida”! Alegre

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Não julgue o amor do próximo…

por Marcelo Moraes

Amor não correspondido
 

Não julgue o amor do próximo. Não julgue o amor que o outro sente por ti. Não julgue o seu próprio amor. Não pare para julgar o amor, pois ao fazer isso, receberá a resposta mais dolorosa dentro de si: o arrependimento. Não julgue o amor que sente por alguém. Não despreze o amor que recebe de outrém. Não julgue o seu amor sobre os demais. Não tente ter o amor do outro que não está para você. Não tente ter o amor que não é teu.

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Não julgue o amor que o outro tem por outro ser: deixe-o fazer a melhor das festas ao seu canino, bichano ou duas patas e bicudo, pois ao dizer “Enquanto ele ‘disperdiça’ dinheiro com um animal – que ridículo - muita criança tá passando fome”, lembre-se de quando você deixa sobras de alimento num restaurante, festa ou no seu próprio prato de casa. Gostaria de ser julgado(a) por isso? Você estaria contribuindo com as crianças passando fome nas ruas? Quem está sendo o ridículo da história?

 

O direito de amar e de ser amado deve ser de direito a todos os seres vivos e entre todos eles. Não julgue o amor do próximo...

 
 
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Não julgue o amor do próximo, pois o amor como tal não é único, nem universal, ele é de tamanha complexidade inversamente proporcional à simplicidade do seu nome. O amor que sentes pelo próximo pode ser entendido ou sentido por ele de maneira contrária ou menos intensa. Ou o contrário. O amor que cada um tem dentro de si é único, tem o seu próprio registro e não há como negar que o amor só é e sempre será recíproco quando aceita-lo como ele é, sem julgá-lo ou ser julgado.

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Sentir-se adulto é ter todos estes desejos e sentidos dentro de si a ponto de ser explorado a qualquer momento. Tens um amor dentro de si? Conheça-o primeiro, cultive-o por um tempo, lapide-o e traga ao próximo, quem quer que ele seja, de maneira que não haja dúvidas da sua energia, da sua força motivadora de amar. Deixe que o seu próprio amor ame-o por você.


Deixe que o seu próprio amor penetre nos sentimentos e no próprio amor do próximo e conecte-se como a sua chave-mestra do maior dos sentimentos de um ser.
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Capriche nos pensamentos, no olhar, nas expressões e deixe que o seu amor lhe mostrará o que tens de bom e de melhor para compartilhar. Seja convincente consigo mesmo de que está amando o seu próprio amor, e terás a oportunidade de ver no outro o reflexo do seu amor, do seu amar.

 
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Não julgue o amor do próximo, pois o amor como tal pode ser interpretado como dor, angústia, desejo, expectativa, objeto, sonho, fantasia, alegria, curiosidade…Ou como o que só o teu amor pode sentir, afinal, ele é único e não está dentro de mim, logo, não sei o que o seu amor é ou está sendo dentro de si.

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AMOR pode ser beijo, abraço, aperto de mão, música, poesia, cinema e pipoca, piada, fotografia... O amor não tem manual, não tem histórico completo nas páginas da internet, não se decodifica numa mensagem de texto pelo celular, não tem princípio ativo para curar dores ou sofrimentos retraídos, não é produto, é SENTIMENTO. E sentimento não se julga, não se apaga, não se vende: se expressa, se demonstra! E nesta tarefa vem a força que move todos os seres.

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Estou aqui para defender o meu amor e as minhas palavras vêm como uma ponte que linka parte deste sentimento, parte deste intenso desejo de um ser. E SER Humano é ser o seu sentir, o seu sorrir, o seu VOCÊ!

 

Não julgue o amor do próximo, pois um dia este amor pode ser VOCÊ!

2011 foi um ano atípico para mim, pois nem tudo o que seria bom, foi, assim como nem tudo o que seria ruim que acabou sendo BOM! Mas, com os poucos, porém, intensos altos e baixos, fiquei com esta lição, de não julgar o amor do próximo. Ouvi e vi julgamentos de muita gente (muita mesmo) ao meu redor durante 12 meses, sempre na defensiva e no julgamento do que o outro deveria ser ou ter de “melhor” para a “sua vida”. E ao falar do próximo como quem banca o juiz ou o treinador de um time, achando que é o que “realmente” sabe executar melhor a tarefa, deixa estampado nas frias e insistentes palavras sobre o outro, a inveja, a frieza e o sentimento de quem não tem o que o outro possui. É fácil falar dos outros, é fácil atacá-los também, mais fácil ainda tentar derrotá-los. Mas o que é o que o outro tem? O que move tamanha vontade de “traçar o futuro” do próximo? O seu próprio amor. O seu próprio desejo de ter o seu espaço, as suas conquistas. Conquistas estas, adquiridas com o seu próprio amor estampado em cada coisa que ele faz: no seu trabalho, nas amizades, nas atitudes, na vontade de querer melhorar ou de fazer o melhor, o seu melhor. Defenderei tudo aquilo que amo, mesmo você não aceitando, mesmo você palpitando. Simples assim. Mas só para reforçar: Não julgue o amor do próximo, caso contrário você será o próximo a ser julgado! Situação nem um pouco impossível de acontecer para quem não sabe amar.

Esta é a minha mensagem de FELIZ ANO NOVO a você que sabe que o amor existe ou que procura mantê-lo sempre vivo dentro de si e do próximo. MUITO OBRIGADO pela companhia! 2012 será mais um ano de postagens para você “curtir”, comentar e compartilhar. E, claro, AMAR! Smiley de boca aberta 
Simples
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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um post, uma frase, uma imagem #1

por Marcelo Moraes



madre teresa de calcutá



“Temos de ir à procura das

pessoas, porque podem ter

fome de pão ou de amizade.”

 
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domingo, 3 de julho de 2011

Aos olhos da Decepção

por Marcelo Moraes 

A DECEPÇÃO DE UM “SPIDERMAN”
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Quero apenas fazer o bem, mas não sei se o meu olhar do bem é o bem que alguém espera receber. Muitos esperam o bem material, do conforto, do sorriso artificial, do perfume mais cheiroso, do corpo perfeito, mas não esperam o bem do coração, do abraço apertado, do aperto de mão, de uma ligação para um rápido “alô”, do rir e sorrir do que foi realmente bom nos momentos de reflexão, de fazer um simples passeio só para ter a companhia do outro ao seu lado, de dizer um “muito obrigado” pela tua companhia! De querer ajudar, de receber ou pedir uma ajuda, de aceitar um ombro amigo…

Não... Esperam sempre o “mais alguma coisa” que não é o que você tem para oferecer. Sentimentos bons, como tenho notado, têm sido absorvidos por poucos, o que acaba trazendo grandes frustrações nas amizades diversas, quer sejam elas virtuais ou reais. Alguns, quando lhes vê caindo, estendem as suas mãos ou os dígitos do PC para um apoio e o querem que se levante logo. Outros, do contrário, aproveitam a lacuna do “agora é a minha vez” e, na ânsia de pensar apenas em si, lhe estende a perna do inconsciente para que você tropece e caia, sem medir as consequências deste ato. Levei um grande tombo, e nele já estava definido o meu destino: a DECEPÇÃO. É um percurso curto e rápido, diria que quase instantâneo, pois mal dei de cara com ela, já fui logo interrogado:

- O que queres comigo, rapaz?

- Boa pergunta, Dona Decepção, mas agora, neste exato momento, estou sem palavras. Acabo de ser lançado em sua direção sem entender o porquê de eu ser enviado até aqui.

- É sempre assim, meu jovem, as pessoas chegam até a mim como bebês recém-nascidos, desprovidos de qualquer orientação e sensações definidas.

- Mas Dona Decepção, continuo sem palavras para tudo o que acabei de saber! Meu teto caiu, meu chão desabou...quero entender isso logo, está me sufocando!

- Pra quê a pressa, meu querido, quem age por impulso acaba carregando algo ainda pior em sua vida: o arrependimento.

- Concordo, Dna. Decepção, acontece que eu não tenho do quê me arrepender, tudo o que fiz estava certo, me deixando feliz, não fui eu que agi errado, isso que me perturba, entende? Eu só fico me perguntando: “Por quê? Por quê? Por quê?”

- Xiii, desta novela já conheço muito bem...Mas vamos em frente, enquanto há vida, há solução para os males que nela aparecem.

- É o que acredito também. Mas me diz, Dna Decepção, quem chega até a senhora é liberado em quanto tempo?

- Rapaz, este tombo foi mesmo forte, você está numa agitação incomum, vou recomendar-lhe um calmante por um tempo, assim podemos seguir com a reflexão. Fique uns dias em seu canto e não pense em mim, quando sentir um pouco mais de ânimo, verás que já não mais estarei contigo.

 

Em menos de 24 horas, o diálogo recomeçou:

- Dna. Decepção, a senhora tá brincando comigo, impossível te deixar de lado num momento tão atípico em minha vida. É só na senhora que eu chego quando aquela notícia me vem à mente. E não adianta falar para não pensar nisso, pois tudo ao meu redor se conecta ao fato. Impossível me desligar, e o calmante é algo temporário, não é o suficiente. Desculpa, eu não sou um fraco, mas desta vez minhas energias foram todas sugadas pela sua vizinha FRUSTRAÇÃO.

- Querido, não vou lhe dar nenhuma formula mágica que, você tomando, tudo se resolverá. A vida é mais que isso, é recheada de sentimentos e sensações e cada pessoa as desfruta de formas e intensidades diferentes. Mas se sentes no outro o motivo do nosso encontro, verás que o seu coração não está vazio, ele ainda preserva o melhor dos sentimentos: o AMOR. Este vem com todos os anticorpos para vencer qualquer ataque de sentimentos invasores, inclusive o meu. Mas para eu ser destruída (ou me distanciar), terá que mostrar a quem o trouxe até a mim, que o seu amor é o melhor condutor para a sabedoria. Com o tempo, remediará esta situação.

- Já serve de consolo, Dna Decepção. Mas a senhora me entende que não tenho como me desgrudar de ti, porque tem aquele outro sentimento, a Dor?

- Claro que te entendo, e como já esperava isso também, peço-lhe que, enquanto eu estiver ocupada com outros sentimentos teus para administrar, você vá exercitando o seu amor com tudo e com todos os que te querem bem. Mas não deixe de se amar, antes de tudo.

- Prometo que vou me esforçar, Dona Decepção, e já estou tentando! Obrigado.

É mesmo evidente que o “novo” assusta, pois traz o inesperado, o diferente, o improvável ou o impossível (parece que não, mas sim, pode ser). A capacidade de administrar as emoções não requer apenas dizer um “deixa pra lá”, requer um treino e disciplina tamanhos que só é possível se acreditamos muito naquilo que queremos.

As pessoas nos derrubam, nos decepcionam, e podem até mudar o rumo de nossas vidas, mas se agirmos da mesma forma, como na 3º Lei de Newton (ação e reação), criaremos um mar ainda maior da frustração e decepção. Por isso acredito na força do exemplo, do silêncio e do respeito. E sei que um dia, quem nos feriu, se ferirá também, mas com um outro sentimento: o da VERGONHA.

Se servirmos o outro de bons exemplos, podemos até nos deparar algumas vezes com a Dona Decepção, mas como ela mesma deixou claro, cultivando o amor sobre nós mesmos, ele se fortalecerá e seus anticorpos agirão sobre estes sentimentos que nos faz chegar até ela, para que, se não definitivamente, mas a longo prazo, nos distanciemos dela também. E dessa forma será possível ativar um dos sentimentos mais nobres que considero: o da CONFIANÇA!

Decepção também sente, também vê, mas também ajuda!

“Não se iluda… Que nada muda se você não mudar…”
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domingo, 8 de maio de 2011

A sempre menina-mãe

por Marcelo Moraes

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Ela acordou logo que o sol apontava seus raios sob a sua janela. Anita era uma menina sábia sem mesmo saber que era assim. Aprontava todas as suas tripulias, mas de forma maestral. Diferente de todas as crianças que ela conhecia e que lhe faziam companhia. Ela se destacava, não era a mais falante, mas a mais atuante em seu papel de criança. Ria, chorava, porém brincava, e brincava muito! Obedecia aos pais, avós, tios, amigos, incluindo os professores. Para ela era claro o sentido de respeito, e quando ela mesma cometia tal delito, aceitava suas punições, pois para ela, toda ação levará a uma reação, sem nem mesmo saber que isto já era uma lei da física. Isso, como tudo o que tem nesta vida, faz parte do aprendizado, do conhecimento e do crescimento de cada um. Mas Anita escondia em sua timidez pouco notada pelas pessoas um desejo de ser mãe. Nem sabia como uma criança surgia ali no ventre materno, muito menos o que era este tal de “ventre”, mas sabia de algo....Para ela, observar a sua mãe, suas tias, e todas as mães ao seu redor a deixava diferente, ela tinha um desejo que nem mesmo sabia o quanto... E depositava tudo o que observava nestas mães, em suas brincadeiras com as poucas, mas bem cuidadas, bonecas.

O tempo foi passando e a pequena Anita passou por mudanças em sua vida e as brincadeiras foram ficando para trás. Seu desenvolvimento chegava e ela descobria transformações em seu corpo. Já era conhecedora destas mudanças, pois na escola aprendera que quando chegava na adolescência, o corpo preparava-se para receber um feto, uma sementinha, um bebê! E neste dia, quando olhava-se pelo espelho, o sentimento de ser mãe ressurgiu, porém mais forte do que antes. Era esta a sensação que não sabia descrever na infância mas que agora sentia na pele, ou melhor, no ventre. Poderia ter a sua própria bonequinha (ou bonequinho, talvez).

Só não contava com um detalhe, sim, um detalhe que na escola não se deu conta: de que para ter um bebê tem que encontrar a sua cara metade ou o futuro papai desta criança.  E foi aí que Anita mergulhou no mundo da fantasia, agora mais adolescente do que nunca, para encontrar o seu “príncipe encantado”. De início, as suas experiências com os garotos não foram muito bem sucedidas, a ponto dela achar que estava num mundo diferente do real, de que ela seria a pessoa mais sem sorte deste mundo. E assim foi levando a vida em cada tentativa frustrada. Gostou de um que não gostava dela. Não gostou de um que gostava dela. E a lei da discordância imperava em sua vida, até que... Bem, finalmente esta história resolveu  mudar!

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Anita conheceu o mais nerd dos adolescentes que poderia imaginar. Foi na sala de bate-papo de uma rede social. Ela o encontrara numa lista de amigos de uma de suas amigas mais próximas. A comunicação entre os dois tomava um rumo bastante promissor, pois a amizade entre eles tornava-se forte a cada dia que se falavam. E esta maratona de bate-papo diário estendeu-se por algumas semanas e nada de Anita mudar o rumo daquela conversa que nada ia além de assuntos triviais: trabalho, estudo e programas de tv. Mas decidiram se encontrar, e marcaram o tão esperado encontro num dos parques mais agradáveis da cidade.

Pierre era oito anos mais velho que Anita e embora fosse ainda bem jovem, já era pai da pequena Jeanne, a qual encontrava-se em seus braços no momento em que Anita se aproximava dele. O reconhecimento facial de ambos fora certeiro, já que se viam por fotos e webcam, mas o poder de se virem em “alta resolução” naquela hora trouxe à Anita uma grande surpresa: durante a conversa Pierre revelou o segredo que prometera contar-lhe no encontro: Que a “irmãzinha” Jeanne era sua filha e que a sua esposa Marta se tratava de um sério problema de saúde, internada há semanas num hospital bem distante da cidade. Estava claro para ela a intenção de Pierre: Não era paquera, não era namoro, era ajuda. E diante da dificuldade, Anita aceitou, explodindo de alegria, a proposta de ser a babá de Jeanne, pois Pierre não estava em condições emocionais de se distanciar de sua filha deixando-a com algum parente, nem de estar regularmente ao lado de sua esposa, no hospital, e não ter sua filha ao seu lado quando chegasse em casa. Era o desejo de mãe aflorando em Anita que a fez , daquele momento em diante, perceber o verdadeiro sentido de ser mãe! E a história da pequena Jeanne estava apenas começando... A de Anita também, ou da sempre menina-mãe: que não encontrou o seu Príncipe Encantado mas que conquistou uma grande joia, afinal, Anita é uma menina sábia e como tal, sabia o quanto aquela criança lhe seria especial. É como diz o ditado: “Coração de mãe não se engana!”

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Texto nobre

por Marcelo Moraes
surpresa
 

Hoje vou escrever o melhor dos meus textos, te garanto isso. Não vai esquecê-lo tão cedo, lhe diria, jamais. Será como dizem os otimistas de plantão: inesquecível! Juntarei em cada parágrafo um toque essencial de magia de esperança e desejo de fazer o bem, de poder melhorar o dia de alguém. Na verdade, e nas entrelinhas, desejo que o meu dia melhore também. Em cada acentuação, demonstrarei o valor da companhia, assim como nas pontuações, o da paciência, da pausa para a reflexão e um espaço para se agir com a razão.

8613amigosTerá um título inédito dentre todos estes textos que já produzi; não saberás o quanto ficarás surpreso com ele. Pode apostar. Terás permissão para comentar, divulgar ou senti-lo apenas para si, sem ao menos eu saber que estarás ali para lê-lo. Nem pensarás em criticá-lo (negativamente falando), pois como lhe disse, será o melhor dos meus textos. Você terá uma grande surpresa no final, mas durante a sua leitura sentirá algo único dirigido à emoção. Se por acaso, entre as aspas e um travessão sentires um arrepio, será normal, afinal, este texto é para sentir mesmo, do começo ao fim. Vou, claro, incluir aqueles momentos que você não se deu conta do quanto foram especiais para mim, pois para você foram detalhes despercebidos. Não deixarei de destacar o quanto me completas pela companhia distante ou tão próxima que me proporcionas. Ah, também da satisfação da minha companhia em algumas de suas histórias de vida. Farei de tudo para lhe deixar feliz e mostrar que estou aqui, pronto para acrescentar uma palavra, uma frase, uma prosa, um gesto ou um sinal qualquer.

amigos_imagVou fazer a seleção das mais importantes fotos para ilustrar este meu texto, e mesmo não tendo uma ou outra imagem para registrar algumas de minhas narrativas, valerá pelo significado da lembrança. Sei que tocarei o coração de alguém, ou de muito “alguém”. Deixarei mensagens no plural, mas com significado singular, pois cada pessoa é especial por ser única para nós – neste caso: para mim. Não deixarei de registrar meus arrependimentos também. Ora, nem tudo são flores nesta vida, mas foram estas lacunas de atitudes que me serviram de lição para se tomar novas decisões ou focar naquelas que eu já acreditava em tomá-las. Pois, você, de alguma forma, contribuiu nesta decisão. O texto será longo, muitos parágrafos iniciarão a trajetória desta história que, para uns é recente, para outros, bem antiga, porém recheadas de acontecimentos. Contudo estas palavras expressarão apenas uma parcela do que o coração e a memória já armazenam há tempos! Lembrarei que não podemos ficar no adiamento de se dizer certas coisas, nem de se fazer algumas outras, pois se algo, a mim, acontecer, não quero que em sua memória fique a culpa por não termos nos aproximado mais ou dedicado algumas horas de prosa quando o tempo e o trabalho não nos deixavam. Você entenderá o que quero dizer, afinal, será um texto especial, e por ser especial, saberá o significado de tudo o que escreverei.

abracos[3]

Quero sim deixar neste texto um sentimento de gratidão, pois acredito no poder da palavra OBRIGADO dita através de um texto, de uma música, de um gesto, de um presente, de um pensamento, ou de qualquer outra forma existente. Um abraço também.

Este texto será para você que, em algum momento, me chama de AMIGO. Obrigado.

amigos
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Mentes com “Micose”

13-de-dezembro-manual-homens-imagem-editada

Há muita coisa dentro de mim que me entristece. Ora, o que seria de mim se não fosse assim? Ou, o que não seria de mim se pensasse diferente? O alimento mal selecionado, a companhia mal escolhida, o programa pouco adequado, o diálogo mal acabado, a noite mal dormida, o silêncio mal resolvido, a cobrança indevida, o questionamento mal solucionado, a esperança mal quista...Você quer que ela exista, mas no fundo, ainda duvida um pouco.

Querer ser único para si às vezes requer isso, cavocar na dor que faz sentir que a tristeza existe.


Um bem necessário ou um mal desnecessário?

Ter que admitir que as pessoas, em sua maioria, vivem num mundo contraditório ao que elas mesmas impõem: de que temos que inovar, mudar, não estagnar no tempo, evoluir! Mas cobram, mas julgam a forma alheia do outro viver. Caracterizam a solidão para quem não batiza um de seus dedos da mão com uma aliança - Se o amor só existe sob a forma de união, por que vemos, então, tantos casais separados ou filhos de pais desconhecidos? Se é isso que se chama AMOR, então eu não amo, eu não te amo! Ou seria o contrário?

Formando “micoses”

Sentir a inveja do outro de forma irônica, como isso é podre! Se cada um escolhe um caminho para seguir, se ele dá certo ou não para você, se escolheu o mesmo caminho que o outro e saiu-se melhor, há culpa nisso? Há pessoas que têm tempo para serem voluntárias da ação negativa, que migram todas as suas poucas energias para um campo só, não estabelecendo a neutralidade de suas cargas. Enfim, dizem que quem ama, sofre. Agora, então, posso dizer que te amo? Ou posso dizer que amo?

Adiar planos, sonhos, desejos...

Minha mente já estaria mofada se seguisse os pensamentos (eu disse pensamentos) daqueles que ouvem meus sonhos, como se você não fosse capaz de atingi-los. Eu sonho com o que eu preciso e não com o que o outro acha que eu deva "precisar". “Precisa” desenhar? Depois dizem, julgam e pensam que nos tornamos pessoas secas, fechadas, misteriosas. Será que as amizades viraram um investimento, um empreendimento ou loteria? Se você tem mais amigos, é julgado por querer a popularidade; se tem poucos, porque é um(a) limitado(a)... Me parece que, de agora em diante, falar de amizade passa a ser mais complicado que falar de família. Anos atrás diziam que todo parente é uma serpente, mas vejo que agora um “amigo” pode ser uma serpente, e das grandes! Há quem pense que amigo é só aquele que conquistou na juventude e te seguirá para todos os cantos. Se assim fosse, qual o principal propósito de uma rede social? E por falar nisso, já está até fedendo aquela conversa de que "as pessoas não se falam mais por causa da internet e bla bla bla..." Tirando as múltiplas observações a respeito, o cerne é insusbstituível: as pessoas se comunicam, se conhecem, se aproximam. E olha eu aqui me comunicando com-sei-lá-quantas-pessoas?

Nesta trajetória de sonhos e desejos, você descobre que há pessoas que vão aparecendo em seu caminho para somar e, também, para te guiar. E por que, então, não posso chamá-la de amigo(a)? Amizades virtuais soa tão estranho para estas pessoas retrógradas quanto falar que conheceu fulano na fila do açougue! #unfollow para elas.

Coleção de sentimentos...

Mantendo-me ainda no Reino Fungi (já falei de podre, mofo), desejo que se formem muitas hifas nas mentes daquelas pessoas que ridicularizam outras que se emocionam ouvindo uma música, estando num show ou não. Idolatrias à parte (já que isso é outro assunto), a música tem uma linguagem universal, todos sabem disso, mas parece que, ainda, a ignorância (cultural mesmo), mantém-se ativa. Cobra-se muito a leitura de "um bom livro" (o conceito de bom é único?), concordo, mas também, discordo em partes. Quem lê música? Quem compreende a mensagem vocalizada pelo artista e traz um significado desta para si? Para isso chamo de lembrança, e lembrar é comunicar-se consigo de certa maneira, te aproxima de si, te faz sentir, e sentir é uma forma direta de amar. E a globalização se estende na religião, onde Padres cantores e grupos Gospel trazem em seu repertório musical uma diversidade de ritmos, diferente daquele tradicionalmente conhecido por nós. E dão o seu recado e emocionam a quem os acompanha.

“O amor, uma quase certeza

Irmão da tristeza e da dor

Afinal, quem não sofre não ama…”

 

Meu balanço de 2010 mostrou isso bem claramente e o que me faz ver que o conceito de amor ou amar é muito distorcido entre nós, pois antes de julgar o amAr de alguém, temos que julgar primeiro o nosso amor para com a gente mesmo. Assim, a distância de se cometer qualquer equívoco na escolha de algum produto, companhia ou ação, torna-se cada vez maior e o sentimento de tristeza, mesmo sabendo que será inevitável de nos separarmos dele, será menor. Tem “antimicótico” melhor que este?
Não sei você, mas eu amo todos os dias!

 

Pensar não entristece, talvez o pensamento sim.
Feliz 2011! :D


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sábado, 11 de dezembro de 2010

Sinapses


sinapse

“Preciso tanto aproveitar você...Beijar tua boca...Olhar teus olhos...Dizer palavras de um futuro bom...”(JQuest)

 

Reservei este tempo para pensar. Pensar no quê pensar. Pensar em mim, pensar para mim, pensar se pensar ajuda mesmo a pensar melhor. Penso. Penso mais um pouco. Penso se desabafo minhas alegrias, ou se devolvo tudo como palavras de tristeza. Palavras nos fazem pensar, mas também, podem mudar nosso pensamento para melhor ou pior. Quero só pensar bem no que pensar para poder saber o que devo pensar. Pensar no prolixo: pensar em mim? pensar em ti?, pensar em nós? Ou só pensar neles? Ou só pensar nelas? Tudo vem em forma de tristeza para mim, pois as palavras que me cercam não dizem mais nada além de saladas frias de consoantes mal amadas, de vogais mal compreendidas. E, então, penso. Paro e penso novamente. Pensei em lhe dizer com esta minha escrita, ora tímida, ora ousada, ora esquecida, ora insegura, ora correta, ora frustrada algo de bom para lhe trazer de volta aquelas vogais esquecidas: Chamei, então, a companhia do “é (não é?), do “ê” (Por quê?) , do “oi”, do aí...”

Mas É difícil encontrar a alegria se o piso em que pisamos não tem nada de “concreto” e AÍ, o Ê some, e dizer “Oi” seria o maior dos castigos!


E quem consegue traduzir o retorno de um gesto, se não há forças para um aceno terno? É, penso que devo desabafar as minhas tristezas também, quem sabe assim a alegria se fortaleça e venha como a força de um líder e comande os outros parágrafos que possivelmente se seguirão. Pensei em dor, em desânimo, em decadência, em preguiça...


Recebi de ti um alerta, recebi um conselho, descobri uma solução. Mas aqui estou, pensando no que devo pensar para seguir em frente. Utilizo a linguagem oculta, dos pensamentos difusos, da mente confusa e bastante insegura. Novamente pensar na tristeza não me traz maiores dificuldades (Olha como ela nos acompanha a todo instante!). Parei por um momento e pensei: o que será que alguém pensaria de mim se estivesse lendo meus pensamentos neste exato momento? Certamente ela pensaria em solidão, em dor, em depressão... Traria para si os meus maiores problemas... Disseminaria palavras densas, contaminadas, infeccionadas, podres...


Se não quiser contaminar a mente de alguém, não traduza toda a tristreza em palavras, apenas pense...

 

Reservei este tempo para pensar. Pensar no quê pensar. Pensar em mim, pensar para mim, pensar se pensar ajuda mesmo a pensar melhor. Penso. Penso mais um pouco. Penso se desabafo minhas alegrias, ou se devolvo tudo como palavras de tristeza. Palavras nos fazem pensar, mas também, podem mudar nosso pensamento para melhor ou pior. Quero só pensar bem no que pensar para poder saber o que devo pensar. Pensar no prático: pensar em mim? pensar em ti?, pensar em nós? Ou só pensar neles? Ou só pensar nelas? Tudo vem em forma de alegria para mim, pois as palavras que me cercam não dizem mais nada além de saladas frescas de consoantes bem lavradas, e de vogais bem comedidas. E, então, penso. Paro e penso novamente. Pensei em lhe dizer com esta minha escrita, ora tímida, ora ousada, ora esquecida, ora insegura, ora correta, ora frustrada, algo de bom para lhe trazer de volta aquelas vogais esquecidas. E então eu disse...

Ou apenas pensei...

“Para. Repara, tente ver a sua cara
Contemple esse momento é coisa rara
Uma emoção assim só se compara 
A tudo que nós já passamos juntos” (JQuest)


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