segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Escrever ou Anotar?

por Marcelo Moraes

11-inotepad

Tenho a necessidade de escrever. Em algum momento do dia qualquer. Embora haja a troca de mensagens via sms, Messenger, redes sociais, aquele seu espaço sem limitação de caracteres ou valores cobrados após o envio da mensagem, de certa forma, me alivia, porém, aqueles outros me tornam mais refém da comunicação rápida e direta. E com esta comodidade, aquela pausa para um texto mais compreensivo, com ideias melhor trabalhadas ficam à mercê daquele tempo que tanto se fala em querer tê-lo mas que não se tem. Ou melhor, que achamos que não temos.

Recentemente houve um acidente em minha rua. Um poste de luz teve um de seus cabos soltos, o qual caiu sobre um carro e o incendiou. Uma cena típica de um telejornal que não causaria espanto. Não houve vítimas, foi apenas o susto. APENAS? De repente você se vê diante de milhares de pessoas vindas de todo o canto do bairro, quem você nunca viu e que por lá aparecem para, APENAS, registrar o ocorrido, com suas câmeras de celulares e aquele ar de pré-julgamento alheio. Mas o povo gosta de causar, quer ver o circo pegar fogo, mais até que o que estava vendo, e naquela tarde, acredito, foi o dia mais “legal” para muita gente “compartilhar” suas fotos ou vídeos pelas redes sociais. Mas a consequência foi maior e tivemos a infeliz notícia de que ficaríamos ainda boas horas sem energia elétrica e sem sinal telefônico. Ok, mas até quando? Foram quatro dias, apenas. APENAS? Aquela sensação de rua sem saída veio como um susto, pois o imprevisto tornara-se previsto. E agora? Nestes tempos em que temos a internet para preencher boa parte das atividades do trabalho, ela agora nos trai, nos deixa sem o que fazer, ou melhor, sem ter COMO fazer diferente, sem ela. E é difícil, e como é. Você para, pensa em outras maneiras mas não são suficientes, pois é ela que acaba sendo o fio condutor de tudo o que nos cerca, é o verdadeiro link entre você, o trabalho e o tempo.

twitter3G

Viver com estas “limitações” que anos atrás eram um bicho de sete cabeças (internet?) pode fazer muitos pensarem que somos totalmente dependentes dela. Sim, em parte somos. Não, em parte não somos, mas sim a principal ferramenta para fazer dela a nossa ferramenta. Não nos damos conta de que na rede, não existe o dia, a tarde ou a noite, pois a qualquer momento você pode direcionar qualquer atividade sua para qualquer pessoa ou lugar. O que pode parecer uma praticidade também pode nos conduzir ao comodismo em sempre contarmos com a conexão da internet para tudo e dizer “depois eu mando isso”, “depois eu vejo aquilo”, pois o tempo neste ambiente não existe como o que vivemos fora dele.

E sem energia elétrica, naquela tarde, eu queria escrever. Tinha todos os aparelhos possíveis para isso, mas dependente das cargas das baterias que eram poupadas para a suposta ligação de “emergência” se precisasse.

Ao pegar o papel e caneta, me fiz pensar: escrever ou anotar? Tive que adiar o “escrever” e seguir com o “anotar”, pois a relação de coisas a serem feitas com a chegada da energia e da internet, me fariam funcionar...

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E o motivo de todo este acidente em minha rua? Apenas um “gato” que fizeram por lá. APENAS isso. Apenas pagamos pelos erros dos outros. Apenas isso também...E o pior é saber que nem nos vizinhos podemos confiar...

"Quem perdeu a confiança não tem mais que perder." (Publílio Siro)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Michel Teló e o meu papo Pão-de-ló!

por Marcelo Moraes

Eu não perco o meu tempo reclamando do Teló. As pessoas se estressam, elas reclamam de tudo o que gostam e do que não gostam. Muitas vezes só para terem do que reclamar ou para terem a atenção de uma maioria por ser um assunto que alarda os olhos de muitos. Eu não gasto as minhas energias com isso. Reclamar por reclamar? Se temos gostos e opiniões sobre as coisas ao nosso redor, temos também o momento certo ou a dosagem do que e do quanto se falar. E, nestas horas, dou graças a Deus por ter este blog! Mas brasileiro gosta de fazer o circo pegar fogo, é parte da sua cultura. Ops, falei cultura? Palavra perigosa esta! Até dela o povo reclama! Caraca, falei “povo”, estou menosprezando a massa elitizada! É: gente fina que se diz “culta”, não é do povo, nem da comunidade, é do andar superior, da classe “econômica”, que de tão "econômica" não economiza nada, só gasta.... Mas então, ela é de onde, afinal?


Parece que muitas vezes tenho que apresentar a minha nacionalidade aos meus próprios conterrâneos. Dizer que sou brasileiro, que falo a língua portuguesa e que moro neste país que me é de origem. Sinto-me estranho. Não posso mostrar ou manifestar aquilo que o meu país oferece. Não posso ser o brasileiro que o meu país me permite, pois é motivo de vergonha aos irmãos de RG. É feio fazer um café no bule ou cozinhar num fogão a lenha? Camiseta com estampa em português? Afe, que mico! Assistir filmes dublados? Uma ofensa! E comer pastel de pé, na feira, é deselegante também? Zapear pela 25 de Março e Santa Ifigênia: abafa?


BraZil afora ou Brasil pra fora?
A polêmica cria vertentes e o brasileiro que se destaca por lá precisa ser logo exterminado também! E não é pelos habitantes estrangeiros, mas por seus próprios “irmãos” brasileiros. Se não é jogador de futebol, que este o BRAZIL pode ser lido com Zê, que a massa ovaciona, aí o povo torce mesmo o nariz. Vai querer reclamar, vai achar uma agulha no palheiro e vai fazer este virar fogueira! E vira.
O cenário musical cresce em banda larga, assim como a rede mundial de computadores. A disputa entre Qualidade versus Quantidade de artistas e músicas passa a ser uma constante. Em todos os lugares, não só no Brasil. Por que que, de repente, passou a ser comum artistas internacionais virem se apresentar por aqui? Pá, tchê, vamu lá, nada de pesquisas miraculosas de mercado pra ter a resposta! Brasileiro tem o seu jeitinho de descobrir as coisas e achar a solução: porque a gente consome o resto dos outros. Simples assim. E resto, diga-se de passagem, não é lixo, componente podre ou deteriorado, mas aquilo que já foi mostrado, explorado e que ainda precisa ser “usado”. Ainda precisa ser...REutilizado, REaproveitado, REinventado, ou na modéstia esperança: REciclado! O que começa a ficar excessivo precisa ser descartado ou remanejado para algum lugar. E aí vem para cá, e aí vai para lá!

Globalização? Tecnologia? Informação? www.comoassim?
“A pirataria surge e se fortifica, mas nem todo mundo quer admitir que ela é mais uma consequência da tecnologia que o próprio homem expôs ao mundo! Tudo o que hoje falamos que é moderno, nada mais é do que mais um aparelho com diversos recursos para se compartilhar arquivos! Resta-nos, então, a aprender a conviver com isso e estabelecer nossas próprias regras (já que criar obstáculos para isso é chover no molhado, tamanha a proporção que isso tomou). E estas regras até são abordadas por alguns artistas que JÁ SE CONVENCERAM de que a pirataria é um tsunami perto do resultado de vendas de seus trabalhos, e por isso eles dão exemplos de como compartilhar estas músicas, sem "estimular" a pirataria "comercial". (faz-me rir isso). Por outro lado, há os que só tem a agradecer o favor que a disseminação de seus trabalhos pela rede lhes faz, pois acaba sendo uma divulgação sem custos adicionais. Resumindo: tem os dois lados da moeda.”(Leia mais em: De novo! De novo! De novo!)
Este meu pensamento de 2009 se mantém resistente e por ora, com algumas atualizações, pois querendo ou não, nós somos piratas também, praticamos o ato de copiar, baixar, converter e enviar automaticamente, e muitos acabam não notando que a diferença entre você e um camelô está no apenas “faço tudo sem fins lucrativos”. E sabemos que, a cada ano, uma nova ferramenta nos LINKARÁ a mais uma facilidade de adquirir estes bens musicais, vindos sob a forma de som ou vídeo. A tendência acaba por mudar os nossos comportamentos, deixam de ser “modismos” e passam a fazer parte das nossas tarefas rotineiras, e ao entrar num site de um artista ninguém entra em pânico e decide denunciá-lo por disponibilizar o seu material de trabalho no link “Downloads” de sua página oficial. Você espalhou, o mundo espalhou. O seu artista também!



Em destaque: "Baixar música" - Fonte: www.micheltelo.com.br

O conceito de “Música Boa”
Ter referência para algo que se quer opinar é normal. Ok. O problema que vejo – posso me incluir também – é quando passamos a tomar certas referências como o “marco zero” do bom exemplo a ser seguido. Recentemente, indo ao trabalho, por volta das sete horas da manhã, vejo uma criança de 3 anos indo à escola a pé com a sua mãe. Cena tradicional, se não fosse o detalhe de vê-la com um celular ouvindo FUNK com suas melodias(?) muito longe de serem “a la Disney e afins”. Na sua cabeça deve estar passando um “Se essa mãe escuta isso, imagina como será este menino: vai virar bandido! Se ouvisse Caetano, seria um príncipe.” O pensamento é propositalmente colocado para mostrar que o país que vem dizendo que respeita as diferenças, que enche de selos compartilhados pelo facebook, cospe pra cima e estampa o preconceito claramente. Para cada estilo musical que cada um admira, tem um preconceito embutido. Seria como dizer que todo roqueiro é drogado, marginal; que quem ouve axé, funk ou pagode é bandido, prostituta ou uma “raça do inferno”; que quem ouve ópera e clássicas são “enjoadinhos ou metidos”; que quem ouve sertanejo é brega; que quem ouve MPB é “fala sério, ninguém merece”. É, o país que é rico na diversidade de etnias e culturas, o mais “diferente” de todos, é o mais preconceituoso também. E demora para perceber isso, ou se faz de cego. E o esforço em mudar isso? Caminha em passos lentos, infelizmente. Quanto mais rotulamos os outros, mais seremos rotulados, é a lei da “Ação e Reação”. Falta adquirirmos a prática do bom senso. Ninguém foi lá acompanhar o dia a dia daquela mãe “funkeira” com o seu pimpolho de 3 anos para ver se ela o maltrada ou lhe dá carinhho, conforto, lhe conta histórias e canta músicas infantis. Julgar só o que vê não é o mesmo que julgar o que é. Discordo totalmente das pessoas que só classificam “Gil, Caetano, Gal e Cia” como música boa, como exemplo de música a ser ouvida e ensinada aos filhos. Cada um descobre as afinidades com aquilo que o identifica e não o que “aos olhos dos outros” é visto como APENAS O CERTO. Não, e não é só MPB que é música boa, em todos os estilos temos música boa, pois como somos brasileiros, temos compositores, músicos e artistas explorando o seu talento e a sua afinidade no estilo que lhe identifica como tal. E não podemos classificar um artista como bom ou ruim apenas por uma canção comercial que caiu na boca do povo. Em todos os estilos também tem música ruim. Inclusive na MPB! Mas qual o conceito de bom ou ruim? Tecnicamente poderia haver uma lista de pontos, mas emocionalmente, seria aquela que lhe traz algo a somar em sua vida, que acrescenta, que completa. Música ruim não tem este papel, não traz afinidade, assim como o preconceito. Não ouço Caetano, Bethânia, Gal, Chico...não é porque não gosto ou porque a música é boa ou ruim (tecnicamente falando), mas é porque não tenho afinidade com as suas vozes e canções. Sou um desclassificado por não ouvi-los?


"Tico mia na casa, Tico mia na cama..."
Mamonas Assassinas: Polêmicos e "inesquecíveis".
Polêmicas na mídia sempre tivemos. Pelo menos nestes últimos trinta anos que estou nesta vida, sempre vi que temos um assunto que vai ser o boom do dia, da semana, do mês, semestre ou ano. Portanto, achar que mais um vai chocar, só se for uma tragédia mesmo, pois no universo musical, nem um pouco. Tudo fica previsível, pois as pessoas, em sua maioria, atacam o alvo sem prévios conhecimentos, apenas o que o superficial é estampado, e manda ver nas pauladas escritas ou faladas para todo mundo ao seu redor. E de boca cheia! Uns tentam mostrar que a imagem da nossa cultura está manchada para o mundo, que a educação nunca vai dar certo desta forma, e blablabla... Os Mamonas Assassinas, figuras polêmicas e "inesquecíveis" em nosso país já morreram, e o que mudou sem eles? No ano passado, um aluno de 1º Ano do Fundamental quis me mostrar uma música, que todo alegre cantou: “Sabão cra-crá, sabão crá-crá não deixa os cabelos do saco enrolá...” E no último verso, a risada categórica! Eu lhe disse, então: “E onde você encontrou esta música?" "Ah, tio, eu achei na internet, mó legal, né?” Lhe disse em seguida que aquela música era de um grupo que já havia morrido e fiz um breve histórico da banda. O menino fez uma cara de surpresa (pois viu que não me havia feito nenhuma), e concluiu com um “que legal”, e com plena noção do que aquela música significava, pois em tempos de chapinha, todo mundo passou a entender o conceito de cabelo enrolado, “néam”? “E onde tem este sabão pra comprar?, perguntei. Deve ser muito bom mesmo!” “Ah, tio, não sei, é só uma música...”
Canções regravadas por Paula Toller e Adriana Calcanhoto
Acredito que não é o artista ou a sua música por si, que contribua para o melhor ou pior em nossa cultura, mas o significado que damos a eles, pois em cada momento de nossas vidas somos surpreendidos por situações como esta que cuja solução, em grande parte, está em nossas mãos. E quando abrimos a “maleta dos problemas”, sempre haverá uma ferramenta para resolvê-los. E a música acaba sendo uma delas, apenas. Talvez a tarefa mais difícil para todos seja a de respeitar essa ferramenta das diferenças, mas em seu sentido completo. Não se prender ao que o seu grupo rotula, mas ao que o seu olhar frente ao que você vive ou deseja para si seja visto com respeito, pois todos nós, de alguma forma, queremos que o nosso trabalho progrida, que faça sucesso ou seja reconhecido. Ninguém trabalha para ser um “nada”, eu trabalho para ter o meu espaço, para fazer a diferença. Assim, o que o faz diferente frente aos outros, fará a diferença para ser você. Mas um Você melhor. Portanto, se você me oferecer um cookie, eu lhe ofertarei um pão-de-ló, pois no meu país de brasileiros, tem salgado pão de queijo e música de Michel Teló.


Como falei de início, eu não gasto o meu tempo falando do Teló, pois se eu assim fizesse já estaria atrasado, pois o assunto da moda neste país é a insinuação de estupro” no BBB12


“Delícia! Delícia! Assim você me mata...Ai, se eu te pego Ai, ai, se eu te pego...
Imagem que está circulando pelo facebook
E aí, choquei você????

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Não julgue o amor do próximo…

por Marcelo Moraes

Amor não correspondido
 

Não julgue o amor do próximo. Não julgue o amor que o outro sente por ti. Não julgue o seu próprio amor. Não pare para julgar o amor, pois ao fazer isso, receberá a resposta mais dolorosa dentro de si: o arrependimento. Não julgue o amor que sente por alguém. Não despreze o amor que recebe de outrém. Não julgue o seu amor sobre os demais. Não tente ter o amor do outro que não está para você. Não tente ter o amor que não é teu.

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Não julgue o amor que o outro tem por outro ser: deixe-o fazer a melhor das festas ao seu canino, bichano ou duas patas e bicudo, pois ao dizer “Enquanto ele ‘disperdiça’ dinheiro com um animal – que ridículo - muita criança tá passando fome”, lembre-se de quando você deixa sobras de alimento num restaurante, festa ou no seu próprio prato de casa. Gostaria de ser julgado(a) por isso? Você estaria contribuindo com as crianças passando fome nas ruas? Quem está sendo o ridículo da história?

 

O direito de amar e de ser amado deve ser de direito a todos os seres vivos e entre todos eles. Não julgue o amor do próximo...

 
 
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Não julgue o amor do próximo, pois o amor como tal não é único, nem universal, ele é de tamanha complexidade inversamente proporcional à simplicidade do seu nome. O amor que sentes pelo próximo pode ser entendido ou sentido por ele de maneira contrária ou menos intensa. Ou o contrário. O amor que cada um tem dentro de si é único, tem o seu próprio registro e não há como negar que o amor só é e sempre será recíproco quando aceita-lo como ele é, sem julgá-lo ou ser julgado.

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Sentir-se adulto é ter todos estes desejos e sentidos dentro de si a ponto de ser explorado a qualquer momento. Tens um amor dentro de si? Conheça-o primeiro, cultive-o por um tempo, lapide-o e traga ao próximo, quem quer que ele seja, de maneira que não haja dúvidas da sua energia, da sua força motivadora de amar. Deixe que o seu próprio amor ame-o por você.


Deixe que o seu próprio amor penetre nos sentimentos e no próprio amor do próximo e conecte-se como a sua chave-mestra do maior dos sentimentos de um ser.
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Capriche nos pensamentos, no olhar, nas expressões e deixe que o seu amor lhe mostrará o que tens de bom e de melhor para compartilhar. Seja convincente consigo mesmo de que está amando o seu próprio amor, e terás a oportunidade de ver no outro o reflexo do seu amor, do seu amar.

 
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Não julgue o amor do próximo, pois o amor como tal pode ser interpretado como dor, angústia, desejo, expectativa, objeto, sonho, fantasia, alegria, curiosidade…Ou como o que só o teu amor pode sentir, afinal, ele é único e não está dentro de mim, logo, não sei o que o seu amor é ou está sendo dentro de si.

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AMOR pode ser beijo, abraço, aperto de mão, música, poesia, cinema e pipoca, piada, fotografia... O amor não tem manual, não tem histórico completo nas páginas da internet, não se decodifica numa mensagem de texto pelo celular, não tem princípio ativo para curar dores ou sofrimentos retraídos, não é produto, é SENTIMENTO. E sentimento não se julga, não se apaga, não se vende: se expressa, se demonstra! E nesta tarefa vem a força que move todos os seres.

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Estou aqui para defender o meu amor e as minhas palavras vêm como uma ponte que linka parte deste sentimento, parte deste intenso desejo de um ser. E SER Humano é ser o seu sentir, o seu sorrir, o seu VOCÊ!

 

Não julgue o amor do próximo, pois um dia este amor pode ser VOCÊ!

2011 foi um ano atípico para mim, pois nem tudo o que seria bom, foi, assim como nem tudo o que seria ruim que acabou sendo BOM! Mas, com os poucos, porém, intensos altos e baixos, fiquei com esta lição, de não julgar o amor do próximo. Ouvi e vi julgamentos de muita gente (muita mesmo) ao meu redor durante 12 meses, sempre na defensiva e no julgamento do que o outro deveria ser ou ter de “melhor” para a “sua vida”. E ao falar do próximo como quem banca o juiz ou o treinador de um time, achando que é o que “realmente” sabe executar melhor a tarefa, deixa estampado nas frias e insistentes palavras sobre o outro, a inveja, a frieza e o sentimento de quem não tem o que o outro possui. É fácil falar dos outros, é fácil atacá-los também, mais fácil ainda tentar derrotá-los. Mas o que é o que o outro tem? O que move tamanha vontade de “traçar o futuro” do próximo? O seu próprio amor. O seu próprio desejo de ter o seu espaço, as suas conquistas. Conquistas estas, adquiridas com o seu próprio amor estampado em cada coisa que ele faz: no seu trabalho, nas amizades, nas atitudes, na vontade de querer melhorar ou de fazer o melhor, o seu melhor. Defenderei tudo aquilo que amo, mesmo você não aceitando, mesmo você palpitando. Simples assim. Mas só para reforçar: Não julgue o amor do próximo, caso contrário você será o próximo a ser julgado! Situação nem um pouco impossível de acontecer para quem não sabe amar.

Esta é a minha mensagem de FELIZ ANO NOVO a você que sabe que o amor existe ou que procura mantê-lo sempre vivo dentro de si e do próximo. MUITO OBRIGADO pela companhia! 2012 será mais um ano de postagens para você “curtir”, comentar e compartilhar. E, claro, AMAR! Smiley de boca aberta 
Simples
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sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal! #curtir

por Marcelo Moraes

Então é Natal
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sábado, 3 de dezembro de 2011

Recomeçar: Por que não?

por Marcelo Moraes

Reiniciar

Às vezes, o peso de uma dor acaba sendo compensado pelo peso de uma alegria. Como é difícil tomar certas decisões, mas como é bom saber que, ao tomá-las, depois de um tempo, nos fará bem! #coisasdavida

Aquilo que muitas vezes procuramos está bem ali, na nossa frente. Mas por estar ali, tão na frente, nos faz parecer que ela não está ali de tanto que ignoramos certos detalhes do nosso dia-a-dia. Como quando passamos sempre pelo mesmo lugar e não notamos que tem uma porta que fica fechada... Que um vaso tem uma lasca num canto...Que você está sempre andando pelo mesmo caminho, quando pode andar por outro que é mais curto; que come sempre o produto de uma única marca e não se dá conta de que pode haver outra tão boa quanto esta... Aí quando vemos, caímos num ciclo vicioso onde tudo o que está ali, não na tua frente, mas ao teu redor, se ali não estiver, estará sem rumo ou sem solução.

De pensar sempre que se fizer diferente tudo pode ser catastrófico ou impossível de se acontecer...De que aquilo que os outros te falam é só o certo, e que aquilo que você fala, pode não ser o certo.


Mas e se for?decisão

E se você decide fazer diferente? E quando percebe que pode fazer diferente? E quando conclui que precisa fazer diferente? A isso chamamos DECISÃO? Opção? Oportunidade? Maturidade? Não sei ao certo, mas me guio pela primeira opção.

É traçar novos objetivos na vida, ou ir em busca dos mesmos. É quando você percebe que o caminho é criar um outro caminho, uma via paralela ou deslocar para aquela que era a alternativa que você sempre resistiu em não utilizá-la.

 

O poder de decisão ou ter o poder de decidir canaliza uma maré de emoções, de sentimentos antes inativos ou bloqueados pelo hábito criado de fazermos o mais do mesmo, mesmo sabendo que não é para ser assim, ou que não queremos que seja assim. Mas que se contenta em dizer que “tinha que ser assim...”.


angustiaSentir a angústia apertando o peito é um sinal, um alarme que nossa poderosa máquina humana não deixa de despertar. Ela não desperta uma certeza sempre, mas desperta para se ter a certeza de que algo de errado acontece ou está para acontecer. Vem como um presságio ou um mecanismo de defesa de nossas próprias emoções. É um momento de reflexão, de buscar a própria paz interior. E neste caminho, impossível deixar todas as portas desta trilha abertas, pois para que uma se abra, outra precisa ser fechada. Decidi por fechar uma porta, mas fechar não necessariamente significa trancar, imobilizar, tornar intocável mais, e sim trilhar o caminho que faz com que a tua luz interior se acenda a cada passo dado por ele.

Quantas decisões já tomamos em nossas vidas, desde os primórdios da infância, entre decidir ter um novo brinquedo ou ganhar uma nova roupa, ou uma viagem ou um passeio num parque de diversões; passando pela adolescência, entre uma viagem com a turma do colégio, uma festa de aniversário ou num show na ala vip; até chegar à fase adulta e descobrirmos que decidir é algo tão complexamente simples que sempre nos fará carregar um peso, ora leve, ora intenso, mas que cabe a cada um de nós, adultos, decidirmos qual deles desejaremos senti-lo.


Recomeçar: Por que não?

“Não importa onde você parou… em que momento da vida você cansou…o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…é renovar as esperanças na vida e o mais importante…acreditar em você de novo.”

(Carlos Drummond de Andrade)

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