terça-feira, 13 de abril de 2010

Fotoblog: Limpa o meu...k-7 #nostalgia

por Marcelo Moraes

APERTE O PLAY!

Limpador de cabeçotes: "Pinga ni mim"

Se você tem a mania de não querer jogar fora algo que há muito tempo guardou, vai me compreender perfeitamente nos parágrafos a seguir. Vai perceber que, ao arrumar a gaveta, o armário ou aquele quartinho “secreto” na casa que a visita não vê, é fato: encontrarás aquilo que tanto gostas mas... que não mais usarás! E provavelmente é algo que tanto usou e que ao verificar, notará que com tanta poeira sujou? Então limpa... Mas limpa com o: DEMAGNETIZER & CASSETE HEAD CLEANER, e verá que os seus problemas acabaram!

Mais um momento “direto do túnel do tempo”, está de volta!  À primeira vista parece mais um produto das “Organizações Tabajara”, entretanto NÃO É! Olha o que reservei para os arquivos nostálgicos do blog desta vez: Uma fita k-7 para limpeza de cabeçotes dos tocadores de fita. Isso não é piada, é verdade, acredite se quiser: EU TENHO!! Lembrava, inclusive, da posição exata que estava na gaveta (memória fotográfica). Aí mexi mais um pouco em outra gaveta e lá encontrei o frasco do líquido que se pingaVA na fita para a limpeza. Este tipo de fita foi um marco para quem tanto usava os gravadores de fitas! Depois de muitas sessões com os cotonetes e álcool, me veio esta invenção fantástica. Cheguei a ter outras marcas, pois usava muito, porém, esta foi a que mais durou pois acabou sendo, justamente, uma consequência do avanço tecnológico, onde passamos a usar o CD e as pobres fitas começavam a ficar em segundo plano. Os aparelhos de som tinham que tocar fitas, porém(!!!!!) tinham que tocar CD (1, 2 ou 3 numa bandeja). E cá estou com o frasco do líquido vazio, provavelmente não porque eu usei tudo, pois este usei muito pouco, mas deve ter evaporado ou vazado em algum momento.

Fitas K-7Daí parti para uma retrospectiva desta época, onde não tínhamos o conforto de baixar uma música, muito menos de gravá-la em alta resolução em forma de um clipe para ver no celular. O jeito era, então, ficar sempre alerta na programação da rádio e combinar com os amigos e família pra avisar quando fosse tocar esta ou aquela música que tanto queria gravar. Se ia ter a entrevista de fulano ou cicrano no horário em que estava em aula, aí vinha todo o ritual de explicar pra qualquer um como se fazia para deixar a fita SEMPRE pronta para gravar. Ah, quem nunca fez isso? Ou quem nunca ficou com o dedo marcado do botão do rádio gravador de tanto ficar esperando o momento exato da música começar para soltar a fita? E por falar em fita, quantas eu comprei! Das piores às mais caras, das que gravavam por pouco tempo, até as que duravam, duravam, duravam... Em algumas cheguei até a fazer a capinha à mão, na máquina de escrever, e mais adiante, pelo computador. É, sem a novidade que seria a internet, no computador era só fuçar aqueles programas que ele oferecia, então montar capinhas era uma das “distrações” que o PC me mantinha motivado a usá-lo. E você começa a ouvir as fitas. Anos atrás, quando meu aparelho de som tocava fita (agora travou), coloquei algumas para Relembrar o que estava gravado nelas, e de tanto que ouvia na época em que gravava, acabei marcando na mente até as vinhetas das rádios, e aí comecei a cantá-la junto com a fita rodando. A que mais me marcou (acredito que para muitos que moravam em SP) foi a da Rádio Cidade (que virou Sucesso e que agora é a minha favorita BAND NEWS) que vinha durante as músicas (“Cidaaaaade...”), ou quando deixava a programação rolar direto, o famoso “Pedágio da Cidade”:

“Chame os amigos, reúna a família, avise os vizinhos, todos para o carro. Pé na tábua, tá no ar, o Pedágio da Cidadeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...”

E dá-lhe sair de carro também pra ganhar os adesivos das rádios nos pedágios espalhados pela cidade.

Adesivo de vidro da Rádio Cidade: Pedágio da Cidade

Naquela época, enquanto eu limpava o cabeçote dos gravadores, tinha uma lista no papel de todas as músicas que queria gravar, não só das rádios mas também dos LPs que pedia emprestados! E tudo tinha que ter uma ordem, de alguma forma (e eu tinha cerca de 10 anos! #G-Zus):

Se eram músicas românticas, deveriam ter ligação entre uma que falasse de novo amor ou de um amor perdido...Se eram músicas agitadas, o final de uma tinha que fazer sentido com o começo da outra (coisa de canceriano ou de quem só tinha tempo para procurar o que fazer? Não sei....) e assim acumulei numa gaveta diversas fitas k-7. Em cada uma delas, uma história vivida ou que se mantém viva em minha memória. Além das músicas tinham as gravações de voz, algo que eu achava o máximo, se comparado a um videogame (era a minha mania). Gravava entrevista com os vizinhos e primos simulando artistas ou soltando o gogó mesmo. Momentos hilários, pois nunca se fazia algo sério, mais se ria e pouco se falava rss. Tempos depois, toda vez que abria a gaveta e olhava para este limpador de cabeçotes (embora com um nome todo “pomposo” só fazia isso mesmo), sempre me vinha à mente estas coisas que fazia nas fitas, e aí a curiosidade em saber se elas ainda estão lá (as gravações) ou se o tempo já apagou. Bem, quando vou arriscar tocá-las novamente em algum aparelho “compatível” não sei ainda, só sei que continuo usando um limpador de “cabeçotes”, porém, com um novo nome: “limpador de lentes do laser”! Agora tenho CDs, gravo tudo em CD, tenho tocador e GRAVADOR de CD, então teria que ter um “limpador de lentes” de CD! Só que a coisa agora ficou “moderna”, você tem faixas tocando durante a limpeza da lente! Enquanto limpa, você também escuta um sonzinho ou...canta! Pois é! E é bem aquelas músicas “chiclete” que você não resiste em cantar mais de uma vez naquele dia! Vai por mim:

“Acessórios... para áudio... para vídeo e o seu CD... Você usa, e confia... New Ness...” Tá na ponta da língua! kkkkkkkk

Mas será que agora tudo gira em torno do CD? Falar de CD em 2010 parece não ser mais uma novidade pra ninguém, mas só pra constar que um dia tive um, deixei ele ser clicado junto com o limpador de cabeçote, e utilizando a minha câmera fotográfica digital. A tecnologia pode até avançar, mas vejo que ela sempre me fará regressar às coisas do passado. Entretanto, preciso estar no aqui e agora para poder dizer: “Bons momentos aqueles...”.

STOP.

“Ufa! Acabou a música, e a fita deu certinho!”

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3 comentários:

  1. Olha gostei de seu texto...
    Viajei no tempo...
    Lembro que ganhei uma fita K-7 de presente de aniversário de um amigo e nela tinha todas as "nossas" músicas... Um barato!!!
    Acho que meu irmão tem uma coleção de fitas ainda e ele ainda as usa!!!
    Bons tempos aqueles né???

    Bjs

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  2. @Mylla
    Pois é, Mylla, e quem não viaja no tempo com tanta lembrança boa, né? Me divirto lembrando disso tudo. Foi uma outra era da infância que não vemos mais. Infelizmente. Bj

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  3. Nossa como relembrei o meu passado agora,tb tive e ainda tenho muitas fitas K7.Musicas e shows gravados por mim ou por alguem que eu deixava em casa fazendo isso qd tava no horario da aula.Hj,com medo de perder essas lembranças, ja converti boa parte para mp3 e guardei em cds, mas jamais esquecerei das fitinhas...aqui em casa ainda tenho dois radios onde posso escutá-las...rsrs.

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