sábado, 22 de março de 2014

Essa tal “Liberdade”…

casal livre


Você queria a liberdade, eu lhe dei. Falou, durante as nossas conversas, que não gostava de ninguém na tua cola, não me colei. Alertou-me, ao perguntar-te por onde andavas numa certa hora dum dia qualquer da semana, então, desculpei-me. Não briguei, não discuti, não armei barraco, respeitei-te! E todos os dias caminhavam bem, para mim, para ti, para nós. Tudo sincronizava: os pensamentos, os sentimentos, os gestos, enfim, todos os acontecimentos. A gente se entendia (E como!). Mas, por um momento, você viajou...E...A nossa comunicação mudou: por um motivo falhou (falha técnica?), diminuiu, “se economizou” (Sabia que eu já tinha estranhado tudo isso com aquele OLHAR DE LINCE que os escoteiros o interpretam muito bem: “sempre alerta”?). Angustiei-me, senti tudo aquilo que achava que em mim não fosse mais existir... Existiu! E eu insistia na comunicação... Culpa das operadoras, então? Só isso?? Outros dias se passaram e você, nada mais que uma comunicação trivial via rede social. Mas a mente dizia: “Você se esqueceu da tal liberdade?” Eu a respondia: “Não, claro que não, mas eu sei muito bem o que estou sentindo e isso me diz que não é algo bom”. Outros dias se passaram e você, o que fez? Deixou-me de lado, nem mais aquele nosso clássico e personalizado “oi” de bom dia - todos os dias - você mais me enviou! Nem um “oi” em outro momento qualquer. As frases tornaram-se frias e espassadas, de ambas as partes: sem aquele humor, sem “emoticon”. A mente aqui ebulindo altas doses de medo?, sofrimento?, perda?, rejeição?, enganação? De dor, afinal...


E, novamente, me lembrei da tal liberdade: Enquanto lhe dei, fiquei sem. Passei a me sentir mais preso neste intenso e interminável sentimento de dor, de incerteza... Passei, de uma certa forma, a sentir-me livre também, mas livre do teu amor, da tua alegria, dos teus sorrisos, da tua companhia. Foi a culpa do “sexto sentido” que não parava de me dizer que eu não devia doá-la toda a você. E foi aí que me vi livre de ser quem sou, do que sentia, do que me deixava feliz. Estava me sentindo livre de ti, e não estava sendo NADA bom.


E o que você ganhou com tamanha liberdade?

O silêncio. A culpa. O arrependimento. Você não poderia me enganar, por mais que tentasse, aquela nossa sintonia me treinou em conhecer CA-DA-PE-DA-CI-NHO-TEU. E eu conheci, e você percebeu quando, sem saída, me confessou. Aquela dor agora abriu uma ferida... E você sentiu a necessidade da comunicação, da cobrança de uma resposta, de uma confissão que você, sozinho, não se via apto a manifestar, mesmo querendo...Então, colei o meu olhar  diante do teu e você dialogou…Depois me ouviu…Te cobrei e você não mais me alertou...Era a tua consciência te obrigando a me desprender daquela angústia toda.
(…)
Agora dei-lhe um tempo para pensar, para ver se podes mesmo me devolver aquela liberdade que um dia lhe dei. Duro está sendo esperar ela voltar...O tempo não passa, e mesmo que passe, ela não chega, você também NÃO!Então me pergunto: Sentir-se livre pra quê se o que nos faz livre ao mesmo tempo nos aprisiona? A liberdade é injusta!? E o amor, também?

 
 

E quando vemos, a solução está em nós mesmos, na capacidade de entendermos e praticarmos o significado que damos a ela, para cada momento. A LIBERDADE está em ACEITAR que cada um de nós erramos, e que os erros que cometemos só são diferente dos outros, mas também são erros. E como diz o velho ditado: “É Errando que se Aprende!”

Hoje sou livre para pensar, para escrever, para deixar de sofrer, para me fortalecer...

“Mas a gente aprende
A vida é uma escola
Não é assim que acaba uma grande paixão” #SPC

Um comentário:

  1. Magna Bueno22/03/2014 23:51




    Marcelo não poderia de deixar aqui meu depoimento.
    Simplesmente maravilhoso.
    Nos conhecemos e onvivemos tão pouco, mas o suficiente para deixar marcas; e mesmo que distante você conseguiu ler minha alma.
    Te amo


    Todas as pessoas
    que passam pelas nossas vidas
    deixam as suas marcas
    num ir e vir infinito..

    As que permanecem ...
    é porque simplesmente
    doaram seus corações para entrar
    em sintonia com a nossas almas.

    Bjs no koração

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